Este Blog é dedicado à aviação de combate real e virtual, focado em táticas de combate, emprego de armas e sistemas aeronáuticos.
domingo, 6 de outubro de 2013
A pintura "15 anos" do Esquadrão VF-1
Primeira parte
Desde garoto eu já manifestava aquela inquietude descrita por Francis Gary Powers, uma percepção do algo notável, místico e sublime que só os aviões possuem, aquela paixão que muitos dos que leem este texto provavelmente compartilham.
Enquanto eu crescia acumulei grande quantidade de livros e revistas sobre aviação e desenvolvi meu dom para artes no qual sempre expressei minha paixão por aviões. Outro hobbie para qual dedico meu escasso tempo livre é a simulação de voo de combate no qual logo quis aplicar a arte personalizando a aeronave de nosso esquadrão de caça virtual, recurso possível através da aplicação de arte em "skins" que é a imagem que cobre os modelos 3D dos simuladores de voo domésticos.
domingo, 25 de agosto de 2013
Táticas de combate no programa Rivest Haste
Ainda durante o conflito do Vietnã, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) buscou uma otimização de seu principal avião de caça naquela arena de combate tentando sanar problemas identificados nos enfrentamentos reais, como resultado emergiu o F-4E (Echo), o novo Phantom tinha entre outras coisas um canhão M-61 Vulcan agora orgânico, e um ainda rudimentar predecessor do sistema HOTAS (mãos na manete de potência e manche). O programa de melhorias conhecido como Rivest Haste também envolvia desenvolvimento do treinamento das tripulações, neste artigo trago uma tradução de um trecho do livro "Sierra Hotel - Voando caças na Força Aérea na década após o Vietnã" de C. R. Adering que trata das táticas desenvolvidas no programa.
F-4E com a camuflagem utilizada no Conflito do Vietnã
Rivet Haste
O programa que adicionava
modificações na aeronave e treinamento das tripulações aéreas em um pacote foi
apelidado de Rivest Haste, e foi um claro sinal de que a Força Aérea percebeu
como fracamente eles tinham equipado e treinado sua força de caça. O programa Rivest Haste desovou em slat, TISEO, e os modelos de F-4E, mas mais do que isto ela enfatizava a experiência e treinamento
dos pilotos. O TAC, sob a égide do Rivest
Haste, escolheu tripulações
altamente experientes, todos veteranos de combate, para formar uma força de
elite de matadores de MiGs.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Migmaster
No mundo da aviação militar para a grande maioria e
também os menos atentos o grande foco das atenções sempre são as aeronaves mais
rápidas, potentes e tecnologicamente mais sofisticadas, e algumas coisas dignas
de nota costuma passar despercebidas.
O conflito do Vietnã mostrou que o lendário F-4
Phantom fruto da filosofia então vigente de interceptador não corresponderia às
expectativas de seu desempenho e sofisticação naquele exótico cenário.
Um inteceptador como o Phantom era desenhado para decolar
e ganhar o céu tão rápido quanto possível, alcançar cinquenta a sessenta mil
pés de altitude em velocidade supersônica e então localizar e destruir os
grandes e pouco manobráveis bombardeiros estratégicos inimigos se aproximando
da área continental dos Estados Unidos ou de seus navios porta-aviões utilizando
mísseis de emprego além do alcance visual.
As deselegantes estatísticas do Phantom contra os
pequenos e manobráveis MiGs do Vietnã do norte acenderam uma luzinha vermelha
nas cabeças pensantes da comunidade de aviação de caça dos Estados Unidos. Uma
das consequências disso foi o "Projeto Barão Vermelho III" como ficou
conhecido um extensivo trabalho de análise dos encontros aéreos no sudeste
asiático no pós-guerra, cobrindo algumas centenas de engajamentos decisivos nos
quais aeronaves norte americanas ou nortes vietnamitas e até mesmo de ambos os
lados foram perdidas.
Entre os números do Projeto Barão Vermelho III uma
aeronave conseguiu um destaque interessante, o F-8 Crusader permitiu que seus
pilotos conseguissem abater 19 MiGs enquanto que apenas 3 F-8 foram perdidos
para aeronaves inimigas conseguindo uma razão vitória derrota de 6,3 para 1, o
melhor desempenho entre as aeronaves de combate dos EUA naquele conflito,
ganhando o carinhoso apelido de "Migmaster".
No período entre 1964 e 1969, pilotos de Crusader
abateram dezesseis MiG-17 e três MiG-21, o F-8 era armado com quatro canhões de
20 mm e
dois mísseis AIM-9 Sidewinder orientados por infravermelho. Quinze destes MiGs
foram destruídos por mísseis Sidewinder, dois MiGs foram danificados por
mísseis e então destruídos por fogo de canhão dos Crusaders. Assim apenas dois
dos dezenove MiGs abatidos pelo Crusader foram atribuídos somente aos canhões
de 20 milímetros .
O Que fez do Crusader tão excepcional?
Muitos consideram que naquela época, o Crusader era
verdadeiramente o único caça de superioridade aérea no arsenal inteiro dos EUA,
e os pilotos de Crusader da Marinha orgulhosamente referiam se a si mesmos como
"Os últimos caçadores canhoneiros". Numa época em que as aeronaves de
combate saiam de fabrica sem armas de cano em detrimento dos mísseis, a
mentalidade de interceptador e a falta de canhão destruíram o desejo de
praticar manobras de combate aéreo tanto na Força Aérea quanto na Marinha e os
canhões do Crusader fizeram toda a diferença, não como a arma mais importante,
mas a necessidade de deixar seus pilotos aptos a empregá-los.
Os canhões foram pouco utilizados no combate real, mas
o fato de os carregarem incluía em seu adestramento o treinamento em tempos de
paz que mantinham seus pilotos proficientes em manobras de combate aéreo.
Treinamento realístico de combate aéreo geralmente é
mais importante que a desempenho da aeronave em dogfight, e os pilotos de
Crusader receberam mais treinamento de combate aéreo que qualquer outro grupo
de pilotos. No geral as manobras que conduzem ao posicionamento de disparo dos
canhões, são as mesmas que colocavam seus caças dentro dos melhores parâmetros
de disparo dos mísseis Sidewinder das gerações empregadas no Vietnã.
As variáveis abordadas
pelo Projeto Barão Vermelho III incluíam o prévio tempo de voo dos pilotos, sua
experiência de combate, nível de treinamento ACM, idade e posição na formação
no momento do engajamento. Os resultados do estudo mostraram que os fatores que mais definitivamente influenciaram o resultado dos
engajamentos decisivos foram:
(1) o prévio treinamento ACM dos
pilotos e...
(2) a posição do piloto na esquadrilha
(formação) que em situações de guerra depende do nível de experiência.
O Projeto Barão Vermelho III incluíam
entrevistas com os pilotos participantes dos engajamentos analisados, Quando
questionados sobre quais foram os principais fatores que contribuíram para a
habilidade de alcançar uma postura ofensiva em um encontro ar-ar, as duas principais
respostas foram:
(1) Treinamento e experiência e
(2) Alerta e detecção.
Depois do conflito do Vietnã nenhum
outro país investiu tanto no preparo e treinamento de seus pilotos quanto os
EUA.
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domingo, 28 de julho de 2013
AIM-9X Sidewinder e seus modos de operação
Este texto é o trecho introdutório de um
manual de instruções de operação do Míssil AIM-9X Sidewinder que estou
escrevendo para meus colegas de simulação de combate, venho aqui publicá-lo
para compartilhar com os leitores do meu blog, e assim submete-lo a eventuais críticas e se preciso fazer correções necessárias. O manual final incluirá ilustrações, mais detalhes e passos de operação assim como seus chek lists.
AIM-9 Sidewinder
O Sidewinder é um míssil de interceptação aérea de curto alcance de
orientação passiva por infravermelho o que permite que seja completamente
autônomo depois da aquisição do alvo e lançamento, característica conhecida
como "dispare e esqueça".
Todo
objeto, com temperatura acima do zero absoluto, emite radiação eletromagnética
em uma faixa de freqüências conhecida como
infravermelho (ou IR do inglês
infrared), e é esta radiação que transmite o “calor”.
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domingo, 21 de julho de 2013
Seja agressivo!
Ilustração do livro "No Guts, No Glory"
Neste artigo, trago trechos de uma entrevista dada pelo Major
General Frederick C. "Boots" Blesse Piloto de caça ás da Guerra da Coréia ao site "Secrets of War" (Segredos de Guerra - SG) em 1997.
Boots voou caças a jato F-86 Sabre para a USAF,
abateu dez MiGs, Escreveu o livro "No Guts, No Glory"
(Sem coragem, não há glória) - um manual para pilotos de caça. Nesta entrevista "Boots" descreve características de um bom piloto de caça, a estrutura tática organizacional de uma esquadrilha, e detalhes sobre "No Guts, No Glory".
"Boots" Blesse em seu F-86 Sabre
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Padlook,
Sem coragem não há glória
quarta-feira, 10 de julho de 2013
"A maior fraqueza do radar é o operador...
...O que isto realmente significa é que a inabilidade de um radar detectar um objeto é frequentemente conseqüência do fato de o radar estar vasculhando o volume errado do céu. O controle e a operação do radar por parte do piloto (ou outro tripulante) deve ser considerado como princípio fundamental, aprendido e dominado ao nível da proficiência que permita que o APG-68 (ou qualquer outro sistema de radar) seja operado como sedo uma extensão de si mesmo. "
Tutorial de combate BVR do site Falcon4 Headquarter.
Tutorial de combate BVR do site Falcon4 Headquarter.
domingo, 23 de junho de 2013
Os erros mais comuns em manobras de combate aéreo
Aviação de combate do mundo real
Em 17 de junho de 1998 Dan "Crash" Crenshaw
entrevistou Pete Bonanni para o site "combatsim.com" (CSIM) de onde eu
extrai duas das questões mais interessantes e suas respectivas respostas para
este artigo.
Pete Bonanni (PB) piloto da Força Aérea dos Estados
Unidos (USAF) foi consultor técnico na criação dos simuladores de voo para
computadores domésticos Falcon 3 e 4. Bonanni foi piloto de F-16 na USAF e instrutor
da mesma aeronave na Guarda Aérea Nacional, alguns dos pontos fortes de sua
carreira foram o curso na Fighter Weapons School em Nellis (a "Top
Gun" da USAF) e participação no exercício Red Flag, também é autor do livro "Art of the Kill".
As duas questões abaixo se referem às manobras básicas
de combate aéreo (BFM) a curta distância à maneira clássica (limitada a canhões
e mísseis de aspecto traseiro):
Pete Bonanni em seu traje de voo, atrás um F-16 da Guarda Aérea Nacional dos Estados Unidos.
(CSIM) Quais são os erros de
manobra de combate aéreo mais comuns cometidos pelos pilotos de caça iniciantes?
(PB) O erro BFM mais comum cometidos por
novos pilotos de caça (Seja no simulador Falcon ou em caças reais) é apontar o
nariz diretamente para o alvo antes de estar pronto para atirar. Uma trajetória
de perseguição
pura (apontando diretamente no alvo) quase sempre gera uma ultrapassagem. É muito difícil para novos
pilotos de caça pensar em termos de dirigir a aeronave para outro ponto do céu
além de diretamente sobre o bandido.
Todo mundo tem uma tendência natural a
colocar o bandido no HUD e na maioria dos casos a menos que você esteja
atirando, esta é a maneira errada de pensar. Outro erro comum é tentar curvar o
jato em velocidade muito alta ou na outra extremidade do espectro - ficando
muito lento. Estes dois erros podem ser agrupados na categoria de mau gerenciamento de energia.
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Top Gun,
vetor de sustentação
domingo, 9 de junho de 2013
Top Gun
Aviação de combate do mundo real
O Conflito do Vietnã trouxe uma desagradável surpresa
para a aviação de caça dos Estados Unidos, sua relação vitória X derrota nos
combates aéreos despencou para um placar de 3 X 1 naquela guerra, muito
distante do visto na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coréia de 10 X 1.*1
O Relatório Ault
Na US Navy (Marinha dos Estados Unidos) a preocupação
teve como resultado um estudo conhecido oficialmente como Air-to-Air Missile
System Capability Review - "Revisão da capacidade dos sistemas de mísseis
ar-ar", iniciado pelo Almirante Tom Moorer então
Chefe de Operações Navais que delegou este trabalho ao Capitão Frank Ault. Ault chefiou uma equipe de cinco
especialistas que analisaram o problema num período de 1965 a 1968.
A abordagem do estudo de Ault
buscava respostas para as seguintes perguntas:
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Vietnã
domingo, 2 de junho de 2013
Volume de exploração radar
uma lição para
um jovem RIO
Aviação de combate do mundo real
Aviação de combate do mundo real
"Esta é outra história de meus antigos dias
de voo no F-14."
Por Dave Baranek
Uma noite em junho de 1981 eu voaria com Holly, operando a partir do porta-aviões USS Constellation na costa da Baja California várias centenas de milhas a sudoeste de San Diego. Nós tínhamos sido brifados as 5:15 PM para um exercício de defesa aérea, uma missão comum para F-14s durante operações em porta-aviões. Naquela noite, dois bombardeiros leves A-7 seriam lançados primeiro e imediatamente voariam para o norte em alta velocidade, em seguida, curvariam em direção ao porta-aviões a200 milhas ou mais.
Holly e eu seriamos acompanhados por outro F-14 em nossa missão de defender
"Connie" e decolar alguns minutos após o A-7s. Nós daríamos a eles a dianteira com um atraso de 15 minutos, em seguida, faríamos patrulha de duas fatias
de espaço aéreo e tentar detectar o A-7s. Parecia bastante simples e não
particularmente excitante, mas você nunca sabe como um voo vai evoluir.
Por Dave Baranek
Uma noite em junho de 1981 eu voaria com Holly, operando a partir do porta-aviões USS Constellation na costa da Baja California várias centenas de milhas a sudoeste de San Diego. Nós tínhamos sido brifados as 5:15 PM para um exercício de defesa aérea, uma missão comum para F-14s durante operações em porta-aviões. Naquela noite, dois bombardeiros leves A-7 seriam lançados primeiro e imediatamente voariam para o norte em alta velocidade, em seguida, curvariam em direção ao porta-aviões a
Após o lançamento nós ficamos por cima
conforme requerido, em seguida, nos dirigimos para o norte, dividindo o espaço
aéreo em dois setores. Holly e eu ficamos responsáveis pelo setor oeste. Nesta
missão eu tinha que efetuar a busca radar do setor inteiro por minha conta
mesmo, mas com o longo alcance do radar AWG-9 e seus modos de busca
automatizados, isso não deveria ter sido nenhum problema para detectar a ameaça
entrado em nossa área.
domingo, 12 de agosto de 2012
Piloto Automático
Aviação de combate do mundo virtual
Trecho do manual do Falcon Allied Force.
O piloto automático da série de simuladores Falcon
opera nos 3 eixos, e se comporta como o piloto automático do F-16 real.
---------------------------------------
Existem duas chaves (ou interruptores de três
posições) que controlam a operação do piloto automático (AP - autopilot),
são elas a de ROLL (rolamento) e a de PITCH (arfagem).
A chave PITCH engaja o AP.
A chave PITCH deve estar em ALT HOLD (manutenção de altitude)
ou na posição ATT HOLD (manutenção de atitude) para o AP ser ativado.
O sistema AP rastreia a tua altitude atual na posição
ALT HOLD ou a tua Atitude atual na posição ATT HOLD.
OBS: ALTITIDE ≠
ATITIDE.
Para fazer entradas em qualquer momento durante a
operação do AP, use o paddle switch ([CTRL+3]
Falcon AF).
O piloto automático só pode ser engajado quando nas
seguintes condições:
- Porta de reabastecimento fechada
- Trem de pouso recolhido
- Nenhuma falha FLCS
- A atitude da aeronave deve estar +/- 60º de voo
- Altitude menor que 40.000 pés
- Velocidade menor que 0.95 Mach.
Manutenção de atitude (Attitude hold)
O modo de manutenção de atitude está disponível em
cada um dos eixos de arfagem ou rolamento quando a chave PITCH de modo de
arfagem e rolagem estiver na posição ATT HOLD.
Uma vez que o ATT HOLD esteja engajado, a aeronave
será mantida com +/-0,5 graus em arfagem e +/- 1 grau de rolagem.
Para fazer uma correção de rolagem e/ou arfagem, use o
Autopilot override.
O autopilot override dissocia
todas as entradas do piloto automático enquanto apertado.
Após soltar o autopilot
override, o piloto automático mantém os modos de captura das
referências ao ser solto e aproará a aeronave através da proa (heading)
selecionada no HSI.
Seleção de proa (heading select)
Para usar este modo, a chave ROLL na posição HDG SEL.
O sistema do piloto automático usa sinais de erro do HSI para comandar o ângulo
de bank necessário (até 30 graus) para capturar a proa selecionada pelo
piloto no HSI.
A aeronave irá curvar automaticamente através do menor
ângulo para qualquer proa selecionada pelo piloto, e manterá a proa com +/- 1
grau.
Para usar a tua proa atual, ajuste o botão de seleção
de proa (heading select knob) no HSI para alinhar o marcador de proa
(barra de capitão) para a proa da aeronave. Então engaje o HDG SEL.
Manutenção de atitude
Ao engajar o piloto automático na posição ALT HOLD na
chave PITCH, o piloto automático recebe sinais de erro e razão de altitude,
tomado como referência com as condições existentes no momento da seleção. O
piloto automático controlará dentro +/- 100 pés com ângulo de bank menor que +/- 30
graus.
---------
Se você selecionar o modo de steerpoint automático,
teu F-16 voará automaticamente para o steerpoint atualmente selecionado.
======================
======================
Glossário e notas de tradução:
---------------------------
Autopilot Override - Botão que desativa momentaneamente a entrada de dados do piloto
automático.
---------------------------
ALT - Abreviação para altitude.
---------------------------
Altitude - Distância vertical de um nível, ponto o objeto tomado como referência.
---------------------------
AP- sigla para Autopilot.
---------------------------
Atitude - Posição da aeronave em relação ao horizonte, inclinações de asa e nariz.
---------------------------
ATT - Abreviação para atitude.
---------------------------
Captain's bar / "Barra do capitão" - o mesmo que heading marker.
---------------------------
FLCS - Flight Control System / Sistema de
controle de voo.
---------------------------
Heading - Proa -
---------------------------
Heading Marker - Marcador de Proa.
---------------------------
Heading Selector Knob / Botão de seleção de proa - Botão giratório do HSI.
---------------------------
HOLD - manutenção - ...ou qualquer variação do verbo manter.
---------------------------
HSI - Horizontal Situation Indicator /
Indicador de situação horizontal - Mostrador analógico utilizado para a navegação.
---------------------------
Landing gear - Trem de pouso.
---------------------------
PITCH - arfagem - eixo transversal ao redor do qual se eleva ou abaixa
o nariz da aeronave.
---------------------------
Refueling door - Porta de reabastecimento
---------------------------
ROLL - rolamento / rolagem - eixo do movimento de rolagem ou inclinação de
asa ao redor do eixo longitudinal da aeronave.
---------------------------
Switch - chave - A tradução mais comum para este termo é interruptor,
mas preferi utilizar o termo chave para interruptores de três posições.
domingo, 15 de abril de 2012
Uma missão no Exercício Red Flag.
Aviação de combate do mundo real
A algum tempo esbarrei nesta descrição de um voo realizado em uma dos exercícos Red Flag do ano de 2008 em um blog espanhol, a missão era de interdição feita por uma esquadrilha de F-18 da Força Aérea Espanhola, traduzi do espanhol para o português, e agora compartilho com vocês.
Red Flag 08:
Interdição aérea vista do assento traseiro
Postado por Bob em 7 de Novembro de 2008
Quarta 20 de outubro.
Durante o planejamento do LFE diurno da quinta feira se aproxima de todo o pessoal do MACOM o Tenente Coronel Chefe da 15º Ala da Força Aérea (Espanhola), e nos oferece uma carona no assento traseiro de um EF-18 para a missão do dia seguinte. Depois de negociar entre nós decidimos que eu seria o feliz passageiro.
A missão vista de fora parece "quase" rotineira. Já chegamos aqui há uma semana e o conceito da operação (RED FLAG) é muito parecido de um dia para o outro. Trata se de um pacote de ataque que vai atacar uma série de alvos na superfície. Vamos protegidos por F-15C e F-16 de SEAD. O que muda (de um dia para o outro) são as ameaças cada vez maiores e as táticas inimigas mais apuradas. E cada vez põe-se menos "algemas" nos Agressores.
A algum tempo esbarrei nesta descrição de um voo realizado em uma dos exercícos Red Flag do ano de 2008 em um blog espanhol, a missão era de interdição feita por uma esquadrilha de F-18 da Força Aérea Espanhola, traduzi do espanhol para o português, e agora compartilho com vocês.
Red Flag 08:
Interdição aérea vista do assento traseiro
Postado por Bob em 7 de Novembro de 2008
Quarta 20 de outubro.
Durante o planejamento do LFE diurno da quinta feira se aproxima de todo o pessoal do MACOM o Tenente Coronel Chefe da 15º Ala da Força Aérea (Espanhola), e nos oferece uma carona no assento traseiro de um EF-18 para a missão do dia seguinte. Depois de negociar entre nós decidimos que eu seria o feliz passageiro.
A missão vista de fora parece "quase" rotineira. Já chegamos aqui há uma semana e o conceito da operação (RED FLAG) é muito parecido de um dia para o outro. Trata se de um pacote de ataque que vai atacar uma série de alvos na superfície. Vamos protegidos por F-15C e F-16 de SEAD. O que muda (de um dia para o outro) são as ameaças cada vez maiores e as táticas inimigas mais apuradas. E cada vez põe-se menos "algemas" nos Agressores.
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sábado, 7 de abril de 2012
Desmistificando a língua dos pilotos de caça
Autor: Ten. Col
Ron "Ernie" Banks
Comandante do 33º
Esquadrão de Operações de Apoio USAF
Publicado
em: NOMAD March 3, 2006 • Vol. 11, Issue No. 5• 33d Fighter Wing, Eglin AFB, Fla.
Traduzido por Rodney
"RODMAN" S. Adorno.
"O inicio da
sabedoria está em chamar as coisas pelos seus nomes corretos."
Confúcio, antigo filosofo
chinês,
Em muitas ocasiões, tenho
sido abordado por meus camaradas nômades que se aproximam e me perguntam:
"Sobre o que exatamente
você está falando?" ou "Eu não entendi coisa alguma do que você esta
falando". Bem, isto não é nenhuma
maravilha, mas como nós somos pilotos de caça, tendemos usar uma linguagem
diferente e temos acrônimos para tudo. Isto não é porque nós não
queremos que ninguém saiba sobre o que estamos falando, mas mais por causa das
atividades únicas que nós fazemos.
Neste artigo explicarei
alguns dos acrônimos e a terminologias que você pode ouvir quando dois pilotos
descrevem uma missão que eles acabaram de voar.
Se nós estamos próximos de
começar a ligar os pontos sobre como "matar MIGs", então entendermos
a linguagem é um dos primeiros passos para se aproximar mais desta sabedoria. Deixe me começar pela
descrição de algumas das missões que nós voamos.
O treinamento de voo é
dividido em blocos de construção... uma vez que um jovem piloto compreende as
bases, então ele vai para missões mais complexas, como um exercício Red Flag
que é difícil e mais próximo do combate moderno. Inversamente, as surtidas
mais básicas são as de uma única aeronave na qual nós refinamos nossas tarefas
de vôo por instrumentos (necessárias quando voamos através de mau tempo) ou as
de capacidades de manejo avançado, as quais nos ensinam a voar a máxima
performance de nosso jato sob várias condições enquanto vigiamos o lado de fora
do cockpit. Não é bom para um piloto
ficar olhando para dentro da cabine enquanto seus adversários estão do lado de
fora, tentando manobrar para as sua posição de 6 horas (a área atrás de você).
A próxima parte trata de
manobras básicas de combate (BFM) ou dogfight. Nestas sortidas, os pilotos
testam suas habilidades em manobrar em relação ao bandido (outra aeronave simulando um
MIG que nós tentaremos matar). Durante BFM, cada piloto
deve ser mestre em vôo enquanto começa na ofensiva (OBFM: começando atrás do
bandido), ou defensiva (DBFM: em uma cilada com o bandido na posição de tuas 6
horas), ou em alto aspecto (HABFM: onde ambos os caças voam em um passe um pelo
outro, imparcialmente neutros).
Nós voamos estas missões
começando em diferentes distâncias a fim de dar aos pilotos de Eagle (F-15)
problemas tridimensionais para eles enfrentarem. Você pode ouvir nos usando
termos tais como "Breakturn" (curva de máxima performance desenhada
para se defender de míssil bandido recém lançado ou para criar problemas 3D que
o bandido não pode manejar) "Scissor" (uma manobra de baixa
velocidade onde o piloto faz "Weave" (tecer) ou costurar o
teu jato cruzando e recruzar teu jato através do cominho de vôo do bandido,
criando assim um padrão semelhante a uma tesoura quando vista de cima, na
tentativa de conseguir ficar atrás do bandido e abatê-lo); ou "jink" (Uma manobra de defesa contra ataque de canhão, desenhada
para ficar fora do caminho dos projéteis).
Uma vez que o piloto
conquista BFM, nós introduzimos conceitos de vôo como uma equipe, com um ala, e
ensinamos lhes a combaterem juntos como uma equipe. O primeiro estágio de vôo em
formação (um grupo de dois, quatro ou
seis aviões, também conhecidos com duas, quatro ou seis aeronaves), através do
posicionamento, quando nós voamos contra apenas um bandido que pode estar atrás
de nós ou atacando de qualquer outra direção. Neste tipo de sortidas
ensinam-nos a engajar rapidamente e combater juntos sem correr para uma colisão
um em direção ao outro.
Nós configuramos os cenários
onde os bandidos poderão estar no alcance visual ou além do alcance visual. Cada cenário novamente
apresenta diferentes desafios que nós temos que superar. Durante manobras de combate
aéreo, você pode ouvir-nos usando termos tais como "engajado" (um F-15 está focando ou suprimindo o bandido, enquanto o
ala está em "apoio" ao ataque e assegurando que eles não se
chocarão um com o outro), "BRA" (bearing, range e
altitude/direção, distância altitude, do bandido), e Fox 2 ou Fox 3 (mensagens de rádio que informa todo mundo que
você acaba de atirar um míssil orientado por calor AIM-9 ou Míssil orientado
por radar AIM-120).
Na parte final de
treinamento, pilotos de caça trabalham com duas, quatro ou mais aeronaves por
formação, ou exceder em número de ameaças em cenários realísticos para se
preparar para guerra. Nestes cenários, os pilotos
praticarão defesa de alvos (defensive counterair - defensiva
contra-aérea) ou praticarão defesa de amigos que vão atacar seus alvos no
território dos "caras maus" (ofensive counterair -
ofensiva contra-aérea). Ambas as categorias de
missões irmãs produzem desafios que devem ser superados. Quanto mais aeronaves são
adicionadas para estes lados do combate, mais difíceis ou mais complexos tornam
se os problemas. Durante estas missões você
pode ouvir termos tais como "skate" (uma tática lançar e
abandonar desenhada para capitalizar as capacidades de um míssil AIM-120);
"banzai" (usado para informar que o Continuará em
direção a merge); e "miler time" (usado para informar
que todos os jogadores e atacantes acertaram os alvos e é o momento de retornar
a base).
Espero que esta rápida
olhada dentro da língua dos pilotos de caça ajudará a explicar alguns dos
termos e acrônimos que nós usamos. Eu desafio você e continuar
aprendendo sobre nossas missões ar-ar e perguntar suas dúvidas aos pilotos
quando você ouví-los discutindo suas missões.
Obrigado por todo seu apoio,
e continuem abatendo MIGs!
Glossário
e notas de tradução
Beyond visual range (BVR) / Além do alcance visual -
Building blocks / Construção em bloco - Abordagem de ensino estruturada de
forma construtiva a partir das bases mais fundamentais e evoluindo em direção á
atividades mais complexas.
Defensive counterair / contra-aérea defensiva -
Tipo de missão cujo objetivo defender todos os meios militares amigos de todas
as ameaças aéreas inimigas, podem ser missões como patrulha aérea de combate ou
escolta de aeronaves de ataque, por exemplo.
Engaged / Engajado - papel assumido pelo caça do elemento mais diretamente envolvido com o bandido (aeronave inimiga) durante um engajamento 2 X 1, podendo estar eu uma de três situações possíveis: ofensivo, neutra ou defensivo. No papel de engajado, o membro
passa a ser o "líder tático" da formação durante o engajamento. A
liderança tática pode prevalecer sobre "liderança administrativa" da
formação durante um engajamento ar-ar.
Kill MiGs / Matar MIGs - Uma
tradução mais adequada seria "abater MIGs", A expressão vem da
tradição da Guerra Fria onde os principais oponentes da USAF (instituição do
autor do texto) eram aeronaves MIG, "abater MIGs" deve cair em desuso,
pois todos os eventuais adversários futuros da USAF podem incluir Sukhois ou
aeronaves de outras origens inclusive até mesmo dos EUA.
Merge / "Fusão" - A definição mais antiga da merge
dizia que este era o ponto no qual os adversário de um combate aéreo de
curta distância faziam o primeiro passe um pelo outro a partir de uma situação
de "alto aspecto", sendo assim o início do "dogfight",
e este que seria seguida pela luta por vantagem posicional, com um tentando atingir
as "seis horas" do outro, para o emprego das armas. Na arena de
combate visual moderna dos mísseis "all-aspect", a
merge virou uma bolha de cerca de oito a dez milhas (alcance médio de tais
mísseis em alto aspecto e identificação do alvo positiva), bem antes de um eventual "primeiro passe",
pois o combate visual atual iniciaria no primeiro disparo de mísseis.
A merge "classica", ocorre quando ambos os caças fazem o primeiro passe um pelo outro, e inicia o combate com ambos buscando uma vantagem posicional. Este é o caso típico de uma arena de combate regida por mísseis do tipo rear-aspect.
MIG - Mikoyan-Gurevich - Famosa empresa soviética de
fabricação de aeronaves de combate que combina os sobrenomes de seus fundadores
Artem Mikoyan e Mikhail Gurevich. As aeronaves MIG
foram os tradicionais adversários do ocidente durante a Guerra Fria.
Ofensive counterair / contra-aérea ofensiva -
Tipo de missão cujo objetivo e atacar todas as ameaças aéreas inimigas sejam
suas aeronaves com missões "Sweep" (varredura de caças
dentro do território inimigo) ou seus meios de apoio, com missões de bombardeio às bases aéreas inimigas.
Scissors / "tesoura" - É uma manobra de combate cujo
objetivo é tentar conseguir uma vantagem posicional contra o inimigo a partir
de uma situação neutra, de mesmo fluxo (quando ambas as aeronaves e o combate
estão indo na mesma direção). A "Scissor" é uma
sequência de "Weaves" com certa redução de velocidade
para tentar forçar o adversário a fazer uma ultrapassagem. A "Scissor"
pode ser plana ou rolante.
A Scissor é uma manobra que ocorre quando ambos os caças, a partir de uma posição inicial paralela, iniciam uma busca simultânea por vantagem posicional, neste exemplo o F-16 (em azul), consegue apertar as curvas e reduzir a velocidade mais que o MIG-29 em (vermelho), e o MIG faz uma ultrapassagem, e o F-16 termina nas seis (horas) do MIG, para um disparo de míssil ou canhão, o que atingir os parâmetros primeiro.
A Scissor é uma sequência de Weaves.
Supports / Apoio - papel de apoio assumido por
um dos membros do elemento (formação de duas aeronaves) contra um bandido
(aeronave inimiga). No papel de apoio, o membro da formação passa a ser o
"ala tático" e assume (entre outras coisas) a responsabilidade de proteger as seis horas do
caça "engajado'', e evitar colisões tanto contra o bandido como com o seu "líder
tático".
Weave / "tecer" - (neste contexto) É uma manobra que resulta de uma tentativa simultânea de atingir às seis horas do
adversário por ambos participantes de um combate aéreo de mesmo fluxo
(quando ambas as aeronaves voando na mesma direção ou o combate em si está evoluindo na mesma direção).
6 o’clock / seis horas - "Retaguarda", posição de seis horas do código de relógio,
6 o’clock / seis horas - "Retaguarda", posição de seis horas do código de relógio,
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BFM - Basic Fighter Maneuvers / Manobras básicas de combate (aéreo)
DBFM - Defensive Basic Fighter Maneuvers /
Manobras básicas de combate (aéreo) defensivas
HABFM - High Aspect Basic Fighter Maneuvers / Manobras básicas de combate (aéreo) de alto aspecto
OBFM -
Oensive Basic
Fighter Maneuvers / Manobras básicas de
combate (aéreo) ofensivas
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