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sábado, 21 de novembro de 2015

Exercício BVR 2015-2 Força Aérea Brasileira





A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou entre os dias 25 de agosto e 12 de setembro (2015) mais uma edição do já tradicional Exercício BVR na Base Aérea de Anápolis (BAAN), o segundo este ano. Desta vez a imprensa deu pouca importância para o evento, e mesmo a FAB tem sido discreta a respeito, portanto sem maiores novidades. O "Poder Aéreo" conseguiu uma interessante entrevista com o comandante do Esquadrão Pampa. e foi permitido que alguns fotógrafos registrassem as atividades do exercício, com base nas imagens dos  sites Poder Aéreo e Aero In, farei alguns comentário a baixo: 

Veja também:
Exercicio BVR 2014-2, uma analise

Como é voar no F-5E Tiger II agressor


A sessão fotográfica aparentemente durou um curto espaço de tempo, mas registrou entre outras atividades, a saída  do "avião tanque" KC-130 Hércules presente para o apoio dos exercícios de combate, com o fornecimento de combustível em operações de reabastecimento em voo (REVO) que além de diminuir as restrições de alcance e tempo de voo dos caças F-5, permite o treinamento da atividade REVO em si, por parte dos caçadores.

A presença das aeronaves AEW & C não é só evidente por ter a BAAN como base de suas operações, mas toma parte importante nos sistema de combate além do alcance visual da FAB praticado neste exercício também por suas tripulações, que além de facilitar a organização das atividades de voo de várias aeronaves no céu ao mesmo tempo como neste caso.


O Exercício concentrou grande quantidade caças F-5EM e certamente pilotos de todos os esquadrões que operam esta aeronave. Embora o nome do exercício possa sugerir a enfase no emprego de mísseis BVR, a FAB também aproveita a oportunidade para a  pratica de táticas e procedimentos de emprego de outros mísseis de seu inventário como o Piranha e o Python-4, com o capacete DASH-4 na arena de combate visual.
A cabeça de orientação do míssil Python vista aqui acompanhando os movimentos da cabeça do piloto utilizando o capacete DASH-4, próximo do 90º de ângulo off-boresight.

Combinação DASH-4 + Python 4

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Exercício BVR/2 Sabre, uma analise

Por Rodney Adorno



Exercício BVR/2 Sabre (2014)



Um elemento de F-5EM retorna de uma missão do exercício BVR, 
o líder carrega um míssil IR na estação da ponta da asa direita, 
carga necessária para uma simulação mais fiel do emprego deste tipo de arma, 
já o seu ala logo atrás carrega os trilhos de lançamento do míssil BVR Derby.

Recentemente a Força Aérea Brasileira realizou o Exercício Operacional BVR2 / Sabre, na Base Aérea de Anápolis - GO, que ao contrário do que o próprio nome poderia sugerir, o exercício contou não só as unidade de caça equipadas com mísseis BVR (beyond visual range / além do alcance visual), como também outras unidade de combate e apoio, reunindo mais de 500 militares de 15 esquadrões e mais de 60 aeronaves por um período de um mês a partir do dia 18 de agosto de 2014. O exercício teve duas fazes, a primeira dedicada exclusivamente aos combates BVR com os caças apoiados pelos aviões-tanque KC-130, e AEW E-99, na segunda fase o exercício passou a utilizar operações em pacote envolvendo também  outras aeronaves ali presentes para o mesmo evento, incluindo por exemplo missões de ataque ao solo.


domingo, 31 de agosto de 2014

Táticas de combate na arena BVR*

*BVR - beyond visual range / além do alcance visual


F-16C da USAF dispara um míssil BVR AIM-120 AMRAAM, 
conhecido mais intimamente pelos pilotos como "Slammer".



Apresentação


Desde a infância sempre tive um grande interesse pela aviação militar por este motivo,li e assisti tudo sobre o assunto que esteve ao meu alcance, finalmente na adolescência surgiu à oportunidade experimentar um mergulho na aviação de caça através de simulações de voo de combate em computador, nesta época eu imaginava que sabia o suficiente para ser um bom caçador, e dentro do ambiente de simuladores hard core como o Falcon 4 logo percebi meu engano. A aviação de caça moderna é um ambiente muito profissional e altamente técnico que exige muito estudo e treinamento. Material sobre combate aéreo na arena visual até que é bastante vasto e abrangente, já quando o assunto de interesse envolve a ampla arena de combate BVR o tema exige uma grande e perseverante pesquisa. 
Há alguns anos encontrei este artigo sobre táticas de combate BVR de um "falconeiro" chamado Mystic-J em fóruns sobre simulação na internet, logo assumi o trabalho de tradução, e com o passar dos anos uma outra pessoa acrescentou informações sobre a utilização do Jammer a este texto, infelizmente não me recordo sobre sua fonte original, mas pode ser encontrado em inglês no link abaixo:

http://forums.eagle.ru/showthread.php?t=32019

Agora apresento aqui em meu Blog a tradução desta versão expandida. O texto é longo e um tanto repetitivo e também envolve muitos termos técnicos, mas traz alguns detalhes de táticas do mundo real aplicáveis também ao ambiente de simulação,  portanto, este artigo não é para uma simples leitura e sim um texto para estudo.  Ainda assim um engajamento BVR é muito mais complexo do que parece e este artigo mostra uma pequena parte do assunto, ele trata de táticas de esquadrilha de forma autônoma (sem a ajuda de aeronaves AEW, ou mesmo controle de terrra). A tradução está escrita em azul e minha introdução está na cor laranja.


domingo, 17 de agosto de 2014

Arena BVR, tamanho é documento?

Pérolas da Revista Força Aérea

Um combate BVR
F-15 X F-16




Em sua edição nº22  de 2001 a Revista Força Aérea (RFA) entrevistou o então General (Res.) Charles Chuck Horner (USAF), Horner é veterano do conflito do Vietnã que entre uma longa e progressiva carreira na USAF foi o comandante das Forças Aéreas da Coalizão na Guerra do Golfo (1990-1991), desta entrevista segue o trecho onde ele relata uma vitoriosa tática e certas nuances técnicas de um combate BVR simulado entre Fightingfalcons e Eagles. 


General Charles Chuck Horner em traje de voo afivelado no asseto ejetor de um F-15 Viper