O texto a seguir é facilmente encontrado em fóruns internacionais quando se discute as diferenças entre caças ocidentais e orientais na era da Guerra Fria, ele tem gerado certa polêmica pois não tem sido acompanhado da devida fonte de origem nem o nome do autor, e consequentemente é contestado por algumas pessoas, trechos do texto levam a uma possível autoria de Fred "Spanky" Clifton, (um caçador da USAF que foi piloto operacional de MiG-29 em intercâmbio na Alemanha unificada pós fim da União Soviética) ou quem sabe, escrito por alguém tentando se passar por Clifton, seja como for, muitas das informações parecem ser verídicas, e este pode ser um bom modelo para comparações entre aeronaves de combate do ponto de vista do usuário, o piloto de caça (com conhecimentos de engenharia).
Veja também:
Como foi pilotar o MiG-29 por Fred "Spank" Clifton
"....Eu tenho mais de 500 horas no MiG-29 e 2.000 horas no F-16 (eu também voei o F-15A/C e o F-5E). O que se segue é um trecho de um paper de pesquisa que escrevi enquanto trabalhava em um mestrado em engenharia aeroespacial. A linha base: F16 (e F-15) bom, MiG-29 ruim.
MiG-29 Fulcrum Versus F-16 Viper
O MiG-29 adotado como linha de base para esta comparação será o MiG-29A (exceto por 200 kg mais combustível e um jammer interno, o MiG-29C não foi uma melhoria em relação aos os MiG-29A), já que esta era a versão mais amplamente difundida da aeronave. A outra linha de base para o F-16 será o F-16C Bloco 40. Embora não seja uma versão mais avançada e poderosa do F-16C, o bloco 40 foi produzido e estava em serviço durante o pico da produção de fulcrum.
Este Blog é dedicado à aviação de combate real e virtual, focado em táticas de combate, emprego de armas e sistemas aeronáuticos.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Fulcrum vs. Viper
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sábado, 21 de novembro de 2015
Exercício BVR 2015-2 Força Aérea Brasileira
A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou entre os dias 25 de agosto e 12 de setembro (2015) mais uma edição do já tradicional Exercício BVR na Base Aérea de Anápolis (BAAN), o segundo este ano. Desta vez a imprensa deu pouca importância para o evento, e mesmo a FAB tem sido discreta a respeito, portanto sem maiores novidades. O "Poder Aéreo" conseguiu uma interessante entrevista com o comandante do Esquadrão Pampa. e foi permitido que alguns fotógrafos registrassem as atividades do exercício, com base nas imagens dos sites Poder Aéreo e Aero In, farei alguns comentário a baixo:
Veja também:
Exercicio BVR 2014-2, uma analise
Como é voar no F-5E Tiger II agressor
A sessão fotográfica aparentemente durou um curto espaço de tempo, mas registrou entre outras atividades, a saída do "avião tanque" KC-130 Hércules presente para o apoio dos exercícios de combate, com o fornecimento de combustível em operações de reabastecimento em voo (REVO) que além de diminuir as restrições de alcance e tempo de voo dos caças F-5, permite o treinamento da atividade REVO em si, por parte dos caçadores.
A presença das aeronaves AEW & C não é só evidente por ter a BAAN como base de suas operações, mas toma parte importante nos sistema de combate além do alcance visual da FAB praticado neste exercício também por suas tripulações, que além de facilitar a organização das atividades de voo de várias aeronaves no céu ao mesmo tempo como neste caso.
O Exercício concentrou grande quantidade caças F-5EM e certamente pilotos de todos os esquadrões que operam esta aeronave. Embora o nome do exercício possa sugerir a enfase no emprego de mísseis BVR, a FAB também aproveita a oportunidade para a pratica de táticas e procedimentos de emprego de outros mísseis de seu inventário como o Piranha e o Python-4, com o capacete DASH-4 na arena de combate visual.
A cabeça de orientação do míssil Python vista aqui acompanhando os movimentos da cabeça do piloto utilizando o capacete DASH-4, próximo do 90º de ângulo off-boresight.
Combinação DASH-4 + Python 4
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Seria o Su-30K uma ameaça para o Gripen C/D?
Su-30Ks de Angola não serão uma grave ameaça aos Gripens da Força Aérea Sul-Africana!
Artigo original em: Angolas Su-30ks are not a serious threat to the South African Air Force
Postado por Darren Olivier em 12 de julho de 2015 em Destaque Um artigo no Netwerk24 afirmou que a recente compra de Su-30K por parte da Angola constitui uma ameaça grave para a segurança e capacidades de poder aéreo da África do Sul. Embora isso possa gerar alguma consideração e reflexão, um contra-argumento em resposta a esta afirmação é detalhado abaixo.
Leia também:
F-35 versus Su-35BM
O primeiro Eurofighter Typhoon abatido foi vítima de um Gripen
O combate aéreo moderno não fica mais em torno apenas do desempenho bruto, trata se da interação de um complexos sistema de sistemas, que em conjunto tomam parte no grande jogo. Pilotos de caça não estão mais preocupados apenas com dogfight, modos básicos de radar e mísseis de curto alcance, mas sim com o malabarismos de um conjunto complexo de interferidores e sistemas de guerra eletrônica (EW), data link tático, modos de operação radar discretos e mísseis que são muito mais avançado do que há apenas alguns anos.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Como é pilotar o MiG-29 Fulcrum - A história de um piloto que voou F-16 e MiG-29
Artigo original em: Foxtrot Alpha
Leia também:
Fulcrum vs Viper
O tenente-coronel Fred "Spanky" Clifton é um dos pilotos agressores mais experientes de todos os tempos, tendo voado o F-15, F-5, F-16 e o notório MiG-29. Ele esteve em duelos com praticamente todos os caças de fora dos Estado Unidos, e é graduado pela prestigiada USAF - Fighter Weapons School. Agora ele está aqui para compartilhar sua experiência com você.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Como é voar no F-5E Tiger II "Agressor"
Para quem tem mais afinidade com a língua inglesa, a fonte original deste artigo em:
Flying the F-5 Tiger II
Por Paco Chierici
Jorge Canyon, The Centroid, The Six-Pack, Sperm Lake, Squares círcle, The Dong, Estes são os nomes de alguns dos esconderijos secretos dentro do maior parque aéreo nos Estados Unidos. Por 10 anos, eu tive a sorte de ser um membro de um esquadrão que voa o F-5 Tiger II como um piloto adversário, ou Bandido no VFC-13 em Fallon, Nevada . Para um piloto que ama voar (e há um número vergonhoso daqueles que não amam), a convergência do último caça realmente "pé e mão" no inventário dos EUA, numa vasta área de espaço aéreo para patrulhar (do chão a estratosfera), e um esquadrão de viciados em ACM bem intencionados, este é o lugar pelo qual os "bad boys" fazem prece para terminar quando chegar a hora de irem ao paraíso.
Flying the F-5 Tiger II
Por Paco Chierici
Jorge Canyon, The Centroid, The Six-Pack, Sperm Lake, Squares círcle, The Dong, Estes são os nomes de alguns dos esconderijos secretos dentro do maior parque aéreo nos Estados Unidos. Por 10 anos, eu tive a sorte de ser um membro de um esquadrão que voa o F-5 Tiger II como um piloto adversário, ou Bandido no VFC-13 em Fallon, Nevada . Para um piloto que ama voar (e há um número vergonhoso daqueles que não amam), a convergência do último caça realmente "pé e mão" no inventário dos EUA, numa vasta área de espaço aéreo para patrulhar (do chão a estratosfera), e um esquadrão de viciados em ACM bem intencionados, este é o lugar pelo qual os "bad boys" fazem prece para terminar quando chegar a hora de irem ao paraíso.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Exercício BVR/2 Sabre, uma analise
Por Rodney Adorno
Exercício BVR/2 Sabre (2014)
Um elemento de F-5EM retorna de uma missão do exercício BVR,
o líder carrega um míssil IR na estação da ponta da asa direita,
carga necessária para uma simulação mais fiel do emprego deste tipo de arma,
já o seu ala logo atrás carrega os trilhos de lançamento do míssil BVR Derby.
Recentemente a Força Aérea Brasileira realizou o Exercício Operacional BVR2 / Sabre, na Base Aérea de Anápolis - GO, que ao contrário do que o próprio nome poderia sugerir, o exercício contou não só as unidade de caça equipadas com mísseis BVR (beyond visual range / além do alcance visual), como também outras unidade de combate e apoio, reunindo mais de 500 militares de 15 esquadrões e mais de 60 aeronaves por um período de um mês a partir do dia 18 de agosto de 2014. O exercício teve duas fazes, a primeira dedicada exclusivamente aos combates BVR com os caças apoiados pelos aviões-tanque KC-130, e AEW E-99, na segunda fase o exercício passou a utilizar operações em pacote envolvendo também outras aeronaves ali presentes para o mesmo evento, incluindo por exemplo missões de ataque ao solo.
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domingo, 31 de agosto de 2014
Táticas de combate na arena BVR*
*BVR - beyond visual range / além do alcance visual
F-16C da USAF dispara um míssil BVR AIM-120 AMRAAM,
conhecido mais intimamente pelos pilotos como "Slammer".
Apresentação
Desde a infância sempre tive um grande interesse pela aviação
militar por este motivo,li e assisti tudo sobre o assunto que esteve ao meu alcance,
finalmente na adolescência surgiu à oportunidade experimentar um mergulho na
aviação de caça através de simulações de voo de combate em computador, nesta
época eu imaginava que sabia o suficiente para ser um bom caçador, e dentro do
ambiente de simuladores hard core como o Falcon 4 logo percebi meu
engano. A aviação de caça moderna é um ambiente muito profissional e altamente
técnico que exige muito estudo e treinamento. Material sobre combate
aéreo na arena visual até que é bastante vasto e abrangente, já quando o assunto de interesse envolve a ampla arena de combate BVR o tema exige uma grande e perseverante pesquisa.
Há alguns anos encontrei este artigo sobre táticas de
combate BVR de um "falconeiro" chamado Mystic-J
em fóruns sobre simulação na internet, logo assumi o trabalho de tradução, e
com o passar dos anos uma outra pessoa acrescentou informações sobre a
utilização do Jammer a este texto, infelizmente não me recordo sobre sua fonte
original, mas pode ser encontrado em inglês no link abaixo:
http://forums.eagle.ru/showthread.php?t=32019
Agora apresento aqui em meu Blog a tradução desta versão expandida. O texto é longo e um tanto repetitivo e também envolve muitos termos técnicos, mas traz alguns detalhes de táticas do mundo real aplicáveis também ao ambiente de simulação, portanto, este artigo não é para uma simples leitura e sim um texto para estudo. Ainda assim um engajamento BVR é muito mais complexo do que parece e este artigo mostra uma pequena parte do assunto, ele trata de táticas de esquadrilha de forma autônoma (sem a ajuda de aeronaves AEW, ou mesmo controle de terrra). A tradução está escrita em azul e minha introdução está na cor laranja.
Agora apresento aqui em meu Blog a tradução desta versão expandida. O texto é longo e um tanto repetitivo e também envolve muitos termos técnicos, mas traz alguns detalhes de táticas do mundo real aplicáveis também ao ambiente de simulação, portanto, este artigo não é para uma simples leitura e sim um texto para estudo. Ainda assim um engajamento BVR é muito mais complexo do que parece e este artigo mostra uma pequena parte do assunto, ele trata de táticas de esquadrilha de forma autônoma (sem a ajuda de aeronaves AEW, ou mesmo controle de terrra). A tradução está escrita em azul e minha introdução está na cor laranja.
domingo, 17 de agosto de 2014
Arena BVR, tamanho é documento?
Pérolas da Revista Força Aérea
Um combate BVR
F-15 X F-16
Em sua edição nº22 de 2001 a Revista Força Aérea (RFA) entrevistou o então General (Res.) Charles Chuck Horner (USAF), Horner é veterano do conflito do Vietnã que entre uma longa e progressiva carreira na USAF foi o comandante das Forças Aéreas da Coalizão na Guerra do Golfo (1990-1991), desta entrevista segue o trecho onde ele relata uma vitoriosa tática e certas nuances técnicas de um combate BVR simulado entre Fightingfalcons e Eagles.
Um combate BVR
F-15 X F-16
Em sua edição nº22 de 2001 a Revista Força Aérea (RFA) entrevistou o então General (Res.) Charles Chuck Horner (USAF), Horner é veterano do conflito do Vietnã que entre uma longa e progressiva carreira na USAF foi o comandante das Forças Aéreas da Coalizão na Guerra do Golfo (1990-1991), desta entrevista segue o trecho onde ele relata uma vitoriosa tática e certas nuances técnicas de um combate BVR simulado entre Fightingfalcons e Eagles.
General Charles Chuck Horner em traje de voo afivelado no asseto ejetor de um F-15 Viper
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sábado, 7 de abril de 2012
Desmistificando a língua dos pilotos de caça
Autor: Ten. Col
Ron "Ernie" Banks
Comandante do 33º
Esquadrão de Operações de Apoio USAF
Publicado
em: NOMAD March 3, 2006 • Vol. 11, Issue No. 5• 33d Fighter Wing, Eglin AFB, Fla.
Traduzido por Rodney
"RODMAN" S. Adorno.
"O inicio da
sabedoria está em chamar as coisas pelos seus nomes corretos."
Confúcio, antigo filosofo
chinês,
Em muitas ocasiões, tenho
sido abordado por meus camaradas nômades que se aproximam e me perguntam:
"Sobre o que exatamente
você está falando?" ou "Eu não entendi coisa alguma do que você esta
falando". Bem, isto não é nenhuma
maravilha, mas como nós somos pilotos de caça, tendemos usar uma linguagem
diferente e temos acrônimos para tudo. Isto não é porque nós não
queremos que ninguém saiba sobre o que estamos falando, mas mais por causa das
atividades únicas que nós fazemos.
Neste artigo explicarei
alguns dos acrônimos e a terminologias que você pode ouvir quando dois pilotos
descrevem uma missão que eles acabaram de voar.
Se nós estamos próximos de
começar a ligar os pontos sobre como "matar MIGs", então entendermos
a linguagem é um dos primeiros passos para se aproximar mais desta sabedoria. Deixe me começar pela
descrição de algumas das missões que nós voamos.
O treinamento de voo é
dividido em blocos de construção... uma vez que um jovem piloto compreende as
bases, então ele vai para missões mais complexas, como um exercício Red Flag
que é difícil e mais próximo do combate moderno. Inversamente, as surtidas
mais básicas são as de uma única aeronave na qual nós refinamos nossas tarefas
de vôo por instrumentos (necessárias quando voamos através de mau tempo) ou as
de capacidades de manejo avançado, as quais nos ensinam a voar a máxima
performance de nosso jato sob várias condições enquanto vigiamos o lado de fora
do cockpit. Não é bom para um piloto
ficar olhando para dentro da cabine enquanto seus adversários estão do lado de
fora, tentando manobrar para as sua posição de 6 horas (a área atrás de você).
A próxima parte trata de
manobras básicas de combate (BFM) ou dogfight. Nestas sortidas, os pilotos
testam suas habilidades em manobrar em relação ao bandido (outra aeronave simulando um
MIG que nós tentaremos matar). Durante BFM, cada piloto
deve ser mestre em vôo enquanto começa na ofensiva (OBFM: começando atrás do
bandido), ou defensiva (DBFM: em uma cilada com o bandido na posição de tuas 6
horas), ou em alto aspecto (HABFM: onde ambos os caças voam em um passe um pelo
outro, imparcialmente neutros).
Nós voamos estas missões
começando em diferentes distâncias a fim de dar aos pilotos de Eagle (F-15)
problemas tridimensionais para eles enfrentarem. Você pode ouvir nos usando
termos tais como "Breakturn" (curva de máxima performance desenhada
para se defender de míssil bandido recém lançado ou para criar problemas 3D que
o bandido não pode manejar) "Scissor" (uma manobra de baixa
velocidade onde o piloto faz "Weave" (tecer) ou costurar o
teu jato cruzando e recruzar teu jato através do cominho de vôo do bandido,
criando assim um padrão semelhante a uma tesoura quando vista de cima, na
tentativa de conseguir ficar atrás do bandido e abatê-lo); ou "jink" (Uma manobra de defesa contra ataque de canhão, desenhada
para ficar fora do caminho dos projéteis).
Uma vez que o piloto
conquista BFM, nós introduzimos conceitos de vôo como uma equipe, com um ala, e
ensinamos lhes a combaterem juntos como uma equipe. O primeiro estágio de vôo em
formação (um grupo de dois, quatro ou
seis aviões, também conhecidos com duas, quatro ou seis aeronaves), através do
posicionamento, quando nós voamos contra apenas um bandido que pode estar atrás
de nós ou atacando de qualquer outra direção. Neste tipo de sortidas
ensinam-nos a engajar rapidamente e combater juntos sem correr para uma colisão
um em direção ao outro.
Nós configuramos os cenários
onde os bandidos poderão estar no alcance visual ou além do alcance visual. Cada cenário novamente
apresenta diferentes desafios que nós temos que superar. Durante manobras de combate
aéreo, você pode ouvir-nos usando termos tais como "engajado" (um F-15 está focando ou suprimindo o bandido, enquanto o
ala está em "apoio" ao ataque e assegurando que eles não se
chocarão um com o outro), "BRA" (bearing, range e
altitude/direção, distância altitude, do bandido), e Fox 2 ou Fox 3 (mensagens de rádio que informa todo mundo que
você acaba de atirar um míssil orientado por calor AIM-9 ou Míssil orientado
por radar AIM-120).
Na parte final de
treinamento, pilotos de caça trabalham com duas, quatro ou mais aeronaves por
formação, ou exceder em número de ameaças em cenários realísticos para se
preparar para guerra. Nestes cenários, os pilotos
praticarão defesa de alvos (defensive counterair - defensiva
contra-aérea) ou praticarão defesa de amigos que vão atacar seus alvos no
território dos "caras maus" (ofensive counterair -
ofensiva contra-aérea). Ambas as categorias de
missões irmãs produzem desafios que devem ser superados. Quanto mais aeronaves são
adicionadas para estes lados do combate, mais difíceis ou mais complexos tornam
se os problemas. Durante estas missões você
pode ouvir termos tais como "skate" (uma tática lançar e
abandonar desenhada para capitalizar as capacidades de um míssil AIM-120);
"banzai" (usado para informar que o Continuará em
direção a merge); e "miler time" (usado para informar
que todos os jogadores e atacantes acertaram os alvos e é o momento de retornar
a base).
Espero que esta rápida
olhada dentro da língua dos pilotos de caça ajudará a explicar alguns dos
termos e acrônimos que nós usamos. Eu desafio você e continuar
aprendendo sobre nossas missões ar-ar e perguntar suas dúvidas aos pilotos
quando você ouví-los discutindo suas missões.
Obrigado por todo seu apoio,
e continuem abatendo MIGs!
Glossário
e notas de tradução
Beyond visual range (BVR) / Além do alcance visual -
Building blocks / Construção em bloco - Abordagem de ensino estruturada de
forma construtiva a partir das bases mais fundamentais e evoluindo em direção á
atividades mais complexas.
Defensive counterair / contra-aérea defensiva -
Tipo de missão cujo objetivo defender todos os meios militares amigos de todas
as ameaças aéreas inimigas, podem ser missões como patrulha aérea de combate ou
escolta de aeronaves de ataque, por exemplo.
Engaged / Engajado - papel assumido pelo caça do elemento mais diretamente envolvido com o bandido (aeronave inimiga) durante um engajamento 2 X 1, podendo estar eu uma de três situações possíveis: ofensivo, neutra ou defensivo. No papel de engajado, o membro
passa a ser o "líder tático" da formação durante o engajamento. A
liderança tática pode prevalecer sobre "liderança administrativa" da
formação durante um engajamento ar-ar.
Kill MiGs / Matar MIGs - Uma
tradução mais adequada seria "abater MIGs", A expressão vem da
tradição da Guerra Fria onde os principais oponentes da USAF (instituição do
autor do texto) eram aeronaves MIG, "abater MIGs" deve cair em desuso,
pois todos os eventuais adversários futuros da USAF podem incluir Sukhois ou
aeronaves de outras origens inclusive até mesmo dos EUA.
Merge / "Fusão" - A definição mais antiga da merge
dizia que este era o ponto no qual os adversário de um combate aéreo de
curta distância faziam o primeiro passe um pelo outro a partir de uma situação
de "alto aspecto", sendo assim o início do "dogfight",
e este que seria seguida pela luta por vantagem posicional, com um tentando atingir
as "seis horas" do outro, para o emprego das armas. Na arena de
combate visual moderna dos mísseis "all-aspect", a
merge virou uma bolha de cerca de oito a dez milhas (alcance médio de tais
mísseis em alto aspecto e identificação do alvo positiva), bem antes de um eventual "primeiro passe",
pois o combate visual atual iniciaria no primeiro disparo de mísseis.
A merge "classica", ocorre quando ambos os caças fazem o primeiro passe um pelo outro, e inicia o combate com ambos buscando uma vantagem posicional. Este é o caso típico de uma arena de combate regida por mísseis do tipo rear-aspect.
MIG - Mikoyan-Gurevich - Famosa empresa soviética de
fabricação de aeronaves de combate que combina os sobrenomes de seus fundadores
Artem Mikoyan e Mikhail Gurevich. As aeronaves MIG
foram os tradicionais adversários do ocidente durante a Guerra Fria.
Ofensive counterair / contra-aérea ofensiva -
Tipo de missão cujo objetivo e atacar todas as ameaças aéreas inimigas sejam
suas aeronaves com missões "Sweep" (varredura de caças
dentro do território inimigo) ou seus meios de apoio, com missões de bombardeio às bases aéreas inimigas.
Scissors / "tesoura" - É uma manobra de combate cujo
objetivo é tentar conseguir uma vantagem posicional contra o inimigo a partir
de uma situação neutra, de mesmo fluxo (quando ambas as aeronaves e o combate
estão indo na mesma direção). A "Scissor" é uma
sequência de "Weaves" com certa redução de velocidade
para tentar forçar o adversário a fazer uma ultrapassagem. A "Scissor"
pode ser plana ou rolante.
A Scissor é uma manobra que ocorre quando ambos os caças, a partir de uma posição inicial paralela, iniciam uma busca simultânea por vantagem posicional, neste exemplo o F-16 (em azul), consegue apertar as curvas e reduzir a velocidade mais que o MIG-29 em (vermelho), e o MIG faz uma ultrapassagem, e o F-16 termina nas seis (horas) do MIG, para um disparo de míssil ou canhão, o que atingir os parâmetros primeiro.
A Scissor é uma sequência de Weaves.
Supports / Apoio - papel de apoio assumido por
um dos membros do elemento (formação de duas aeronaves) contra um bandido
(aeronave inimiga). No papel de apoio, o membro da formação passa a ser o
"ala tático" e assume (entre outras coisas) a responsabilidade de proteger as seis horas do
caça "engajado'', e evitar colisões tanto contra o bandido como com o seu "líder
tático".
Weave / "tecer" - (neste contexto) É uma manobra que resulta de uma tentativa simultânea de atingir às seis horas do
adversário por ambos participantes de um combate aéreo de mesmo fluxo
(quando ambas as aeronaves voando na mesma direção ou o combate em si está evoluindo na mesma direção).
6 o’clock / seis horas - "Retaguarda", posição de seis horas do código de relógio,
6 o’clock / seis horas - "Retaguarda", posição de seis horas do código de relógio,
---------------------------
BFM - Basic Fighter Maneuvers / Manobras básicas de combate (aéreo)
DBFM - Defensive Basic Fighter Maneuvers /
Manobras básicas de combate (aéreo) defensivas
HABFM - High Aspect Basic Fighter Maneuvers / Manobras básicas de combate (aéreo) de alto aspecto
OBFM -
Oensive Basic
Fighter Maneuvers / Manobras básicas de
combate (aéreo) ofensivas
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
TOWERING INFERNO
Aviação de combate do mundo real.
Por Rodney Adorno
Logo após o então revolucionário F-15 Eagle entrar em serviço na USAF (Força Aérea dos Estados Unidos), percebeu-se que mesmo ele trazendo uma série de novidade para o combate, e embora fosse equipado com uma versão mais moderna do míssil AIM-7F Sparrow de orientação semi-ativa, a versão Foxtrot já era considerada bem mais desenvolvida e confiável que as versões utilizadas no conflito do Vietnã; sua arma de curto alcance o Sidewinder AIM-9J com buscador orientado por calor conhecido como míssil "rear aspect", que só era efetivo disparado contra alvos que apresentassem o "aspecto traseiro", pois tinham como alvo real a grande fonte de calor que era o tubo de exaustão do motor do "bandido". Esta séria limitação continuava obrigando o Eagle a curvar e manobrar para trás do adversário antes de ser disparado. Isto a primeira vista não era um problema para o Eagle que embora sendo uma aeronave grande, apresentava uma ótima manobrabilidade, mas nem todos os cenários seriam favoráveis a este tipo de combate.
Além de ser uma arma de alcance BVR (alem do alcance visual) uma das vantagens do Sparrow é sua capacidade "all-aspect" podendo ser disparado contra um alvo que apresentassem qualquer um entre "todos os aspectos" possíveis, até mesmo o contra alvos vindo de frente, entretanto tal míssil exige que a aeronave lançadora foque a energia de seu radar no alvo até que este seja atingido. Contra muitos alvos, o Eagles muitas vezes seria forçado a entrar em ”dogfight“,como são conhecidos os combates a curta distância, que na época envolviam curvas violentas buscando ás "seis horas" (retaguarda) do oponente para o emprego do míssil Sidewinder, o que concentra a atenção do piloto no hemisfério frontal de sua aeronave, e tornando-o sujeito ao ataque por trás vindo de um outro bandido não observado.
AIMVAL/ACEVAL
Tanto a USAF quanto a USN (Marinha dos Estados Unidos) buscavam uma solução para a principal limitação do Sidewinder, e havia cinco propostas de novos mísseis que o DOD (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) resolveu avaliar em um teste conjunto entre USAF e USN que ficou conhecido como AIMVAL /ACEVAL (Avaliação de mísseis de interceptação aérea / avaliação de combate aéreo) que ocorreu no ano de 1977 e utilizaria outra grande novidade conhecida como ACMI (Instrumentação de Manobras de Combate Aéreo), que permitia que pilotos com aeronaves reais em voo igualmente real fizessem combates simulados com mísseis virtuais.
ACMI
O ACMI é um sistema composto por casulos de telemetria, e uma área coberta por estações de monitoramento e registro de telemetria. O casulo ACMI tem o tamanho do corpo de um míssil Sidewinder que pode ser instalados no trilho de lançamento padrão do mesmo míssil, este equipamento mede a posição, velocidade, altitude, carga G e uma série de outros parâmetros transmitidos para as estações de telemetria dentro da área ACMI, o sistema serve entre outras coisas, para arbitrar combates aéreos simulados de treinamento ou testes, permitido validação de disparos de mísseis ou canhões, indicando em tempo real quem foi "abatido" na simulação. O sistema também faz o registro de todos os eventos da simulação permitindo uma posterior analise sendo uma excepcional ferramenta de debrifim, instrução e avaliação.
Casulo ACMI instalado em um F-15 Eagle.
Os rivais
O time azul utilizaria os F-15 (USAF) e F-14 Tomcat (USN) e o time vermelho utilizaria os F-5E Tiger II ativos nos esquadrão agressor que naquela época simulava aeronaves MIG-21 então empregados em larga escala pelo Pacto de Varsóvia e países não alinhados aos EUA. Os esquadrões agressores são dedicados ao emprego de táticas e doutrinas de combate orientais, simulando prováveis inimigos dos EUA, suas aeronaves inclusive utilizavam esquemas de camuflagem da União Soviéticas.
Os grandes e potentes Eagle e Tomcat pareciam ser devastadores, com seus igualmente grandes e potentes radares, e mísseis de médio alcance tinham tudo para trucidar os limitados Tigers, mas a coisa não foi bem assim. Como um dos principais objetivos do programa AIMVAL era testar os mísseis IR de curto alcance, seus organizadores impuseram regras de engajamento que exigiam identificação visual dos alvos antes do disparo, forçando o time azul a entrar na arena visual.
A diferença de tamanho entre o F-15 Eagle e o F-5 Tiger.
O Agressor (bem menor) com esquema de pintura soviética para simular o MiG-21.
A aviação de caça dos EUA teve uma péssima experiência com tal regra de engajamento no conflito do Vietnã, embora lá tenham lutado com o também grande F-4 Phantom e já contassem com mísseis de médio alcance das primeiras gerações do Sparrow, o problema da identificação amigo/inimigo a grande distância, num ambiente cheio de aeronaves azuis e vermelhas, era realmente confiável apenas através dos olhos do próprio piloto, sendo proibitiva qualquer vantagem de disparo além do alcance visual, como os episódios de fogo amigo logo demonstraram. A pouca manobrabilidade do Phantom e sua enorme visibilidade causada por seus motores fumacentos e a limitada eficiências das primeiras gerações de mísseis, além de não contar com uma arma de cano, tiravam a maioria de suas "vantagens teóricas" contra os ágeis MiGs-17,19 e 21 do Vietnã do Norte.
A campanha de testes foi de junho a novembro de 1977, AIMVAL exigia 540 engajamentos válidos e envolveu 1.800 surtidas, ACEVAL exigia 360 engajamentos válidos e levou a 1.488 surtidas, além de uma série de outras surtidas de experiência para alcançar o nível de proficiência necessário sem contar os engajamentos invalidados. Os enfrentamentos AIMVAL iam de situações (1 X 1) onde um único Eagle ou Tomcat enfrentavam um agressor para situações 1 X 2, 2 X 2, 2 X 4. ACEVAL avaliou táticas e outros fatores que afetam o resultado dos combates aéreos tais como tamanho, razão de força e as condições iniciais (vantagem azul, neutralidade ou vantagem vermelha).
Tática X Vantagem/Desvantagem
Houve certa liberdade para que os pilotos buscassem suas vitórias estimulando assim sua criatividade e espírito combativo, resultando em artimanhas bastante curiosas.
Para contornar o problema da identificação visual, alguns pilotos de Eagle improvisaram a instalação de lunetas de pontaria para rifle sobre o painel de instrumentos de suas aeronaves, colimadas com o canhão. Uma novidade no F-15 era que um alvo rastreado por seu radar mesmo que fora do alcance visual era exibido pelo HUD (visor de cabeça erguida) por um símbolo quadrado conhecido como caixa designadora de alvo, o piloto então poderia manobrar a aeronave para posicionar esta caixa de alvo diretamente a frente da aeronave, alinhando com o símbolo da “linha de água”, um grande W no centro do HUD, e com o auxílio da luneta identificar visualmente uma aeronave a grande distância. A idéia não era uma grande novidade, o F-4E Phantom antecessor do Eagle já havia sido equipado com um telescópio eletro-ótico conhecido como TISEO, que para tal aeronave resolvia o problema da identificação visual a longas distâncias, tais sistemas foram rejeitado para o F-15 para diminuir os custos de aquisição e operação do Eagle, entretanto a opção dos participantes da AIMVAL/ACEVAL foi uma barata solução de baixa tecnologia. Alguns Tomcats durante sua vida operacional foram equipados com um sistema similar ao TISEO conhecido como TCS AAX-1.
A Luneta de rifle montada á direita do HUD ficou conhecida como “Eagle eye”
A conhecida desvantagem da combinação Eagle/Tomcat + Sparrow, é que por ser de orientação semi-ativa, o míssil busca os sinais de radar que emitidos pela aeronave que o lançara são devolvidos pelo alvo, o que impõe um contínuo rastreamento radar sobre o alvo até que ele seja atingido pelo míssil; este era um detalhe que poderia ser explorado pelos agressores. Tal sinal de radar é uma forte indicação de que você está sendo alvejado e que o adversário está totalmente comprometido com você. No conflito do Vietnã a aviação norte americana já havia testado sistemas de alerta de sinal radar conhecido como RWR, inicialmente desenvolvido par enfrentar a ameaça dos mísseis SAM SA-2. O time vermelho experimentou usar um sistema "doméstico" chamado Fuzzbuster, que nada mais era que um detector de radares da policia rodoviária, usado para evitar multas por excesso de velocidade. Assim que iluminado pelo radar adversário, os fuzzbuster alertava o piloto, a tática então era fugir do ataque ou tentar ficar invisível no filtro Doppler dos radares dos Eagle/Tomcat oferecendo um aspecto de 90° numa trajetória quase perpendicular ao atacante, a tática muitas vezes funcionava. Logo o sistema RWR passou a ser emulado de maneira rudimentar através do sistema ACMI.
O Fuzzbuster funciona na estrada e no céu, fez a diferença em alguns combates aéreos.
No escaldante sol do meio dia no deserto de nevada, oito guerreiros marcaram um enfrentamento, a arena de combate seria a área ACMI conhecida como “o curral” dentro do complexo da Base Aérea de Nellis, quatro Eagles de um lado e a quarenta milhas a frente quatro Tigers, todos rasgando o céu a grande altitude uns em direção aos outros a uma velocidade combinada de 1.200 nós, menos de dois minutos os separavam de um dogfight. A formação de F-15 vinha em uma formatura line abreast, alinhados lado a lado com uma boa separação entre eles, varriam todo o céu distante a sua frente, com seus poderosos radares. A formação de F-5 tinha o apoio de controladores de solo e vinha em dois pares cerrados separados por alguma distância, no radar deveriam aparecer apenas como dois pontos.
A formação de Eagles cometeu um grave erro na partilha de alvos, ao invés de fazer uma marcação "homem-a-homem", quatro F-15 apontaram seus radares e mísseis em apenas dois F-5 na Formação vermelha, os outros dois agressores provavelmente viram isto em seus aparelhos de RWR e continuaram impunemente em direção a seus adversários e livres para buscar uma vantagem posicional.
Mesmo com os pilotos dos Eagles podendo fazer o acompanhamento visual dos contatos através da caixa designadora de alvo no HUD, cada um deles só poderia fazer o rastremento radar a um único alvo, perdendo o rastreio dos demais membros da formação vermelha, e os F-5 só seriam realmente vistos pelos olhos dos pilotos a cerca de 4 ou 5 milhas, e sua identificação positiva a menos que isto, os pilotos agressores podiam ver os grandes F-15 a cerca de 11 milhas com seus próprios olhos.
Em algum momento os Eagles decidiram disparar seus mísseis Sparrow antes da "merge" como é conhecida a fusão onde os combatentes fazem seu primeiro passe uns pelos outros no momento que marca o início o dogfight, logo os quatro AIM-7F virtuais abatiam dois Tigers.
AZUIS 2 - VERMELHOS 0
Os Eagles podia ser vistos de longe pelos dois agressores sobreviventes, e seus mísseis infravermelho virtuais de curto alcance eram all-aspect, agora sensíveis o bastante para rastrear mesmo o frio aspecto frontal do grade F-15 e sua esteira de ar quente atrás de seus dois potentes motores, eles podiam ser disparado antes da merge, cara-a-cara, e logo declararam a morte de dois Eagles.
AZUIS 2 - VERMELHOS 2
Ao atingir o primeiro passe dois Eagles vivos trocaram olhares com dois Tigers vivos, começava assim a briga dos quatro cães ferozes, curvas violentamente fortes logo puxavam seus narizes e mísseis em direção uns dos outros, os radares dos F-15 rapidamente acoplaram seus alvo e dispararam seus Sparrows, um instante depois os Tigers apontavam e disparavam seus mísseis IR contra os grandes Eagles. Logo em seguida os agressores foram abatidos.
AZUIS 4 - VERMELHOS 2
Os mísseis infravermelhos disparados pelos Tigers do tipo "dispare e esqueça", encontrariam seus alvos sem qualquer apoio de seus lançadores, e continuaram seu voo virtual de forma autônoma em direção aos Eagles, encerrando assim o combate com o abate de ambos. Os dois Eagles foram abatidos por caras já "mortos".
AZUIS 4 - VERMELHOS 4
ou seria
zero a zero
?
Do primeiro míssil disparado até a ultima aeronave abatida foi 1 minuto e 52 segundos de combate, e no fim todas as oito aeronaves abatidas. Este evento passou a ser conhecido como "Towering Inferno" nome de um grande sucesso do cinema na época, filme que no Brasil recebeu o nome de "Inferno na torre". Embora não sendo considerado um engajamento válido, era mais uma das demonstrações de que grandes e sofisticados aviões de caça continuavam sendo muito bons na teoria, mas nem sempre venceria na prática, a combinação dos ainda limitados mísseis aos sofisticados F-14 e o F-15 mostravam que ainda não tinham atingido a maturidade como sistemas de armas.
Lições
As consequências das avaliações ACE/AIM foram enormes. Entre os cinco mísseis virtuais testados, o AIM-9L ou Sidewinder "Lima" foi escolhido para ganhar vida. Ficou claro que o fato do radar APG-63 do Eagle ficar amarrado a um único alvo perdendo consciência situacional dos demais contatos no disparo de um míssil Sparrow era algo que precisava ser corrigido, levando a modificações no software do radar, e a busca por um novo míssil de médio alcance que posteriormente veio a ser o AMRAAM AIM-120. O desafio das avaliações estimulou o desenvolvimento de novas táticas, entre elas surgiram novos meios de sobreviver a tiros BVR, e mísseis IR all-aspect. A experiência prática mostrava vantagens tecnológicas ou de desempenho em determinadas áreas nem sempre resistem ao contato com o adversário, e que novamente as táticas bem elaboradas e executadas explorando determinadas desvantagens do adversário podiam contrabalançar suas eventuais vantagens.
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