Este Blog é dedicado à aviação de combate real e virtual, focado em táticas de combate, emprego de armas e sistemas aeronáuticos.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Como é pilotar o MiG-29 Fulcrum - A história de um piloto que voou F-16 e MiG-29
Artigo original em: Foxtrot Alpha
Leia também:
Fulcrum vs Viper
O tenente-coronel Fred "Spanky" Clifton é um dos pilotos agressores mais experientes de todos os tempos, tendo voado o F-15, F-5, F-16 e o notório MiG-29. Ele esteve em duelos com praticamente todos os caças de fora dos Estado Unidos, e é graduado pela prestigiada USAF - Fighter Weapons School. Agora ele está aqui para compartilhar sua experiência com você.
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domingo, 14 de dezembro de 2014
Israel e um exemplo tático na arena de combate eletrônica
No último 07 de dezembro (2014), a Força Aérea de Israel efetuou uma série de ataques aéreos cirúrgicos dentro da Síria, alguns deles de forma bem ousada, e as imagens de seus F-15 em plena luz do dia deixando atrás trilhas de condensação serpenteando o céu foram capturadas em vídeo e correram o mundo.
Imagem do céu sírio no 7 de dezembro (2014),
as trilhas de condensação à direita são dos dois F-15 israelenses,
os rastros à esquerda são de mísseis Buk.
De acordo com relatos, Uma esquadrilha de F-15 entrou no espaço aéreo sírio naquele dia as 16:00 h (horário local) em grande altitude e alta velocidade em uma formatura bem aberta dividida em dois elementos, um a frente de outro mais atrás, os dois membros de cada elemento também guardavam uma considerável separação entre eles.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Como é voar no F-5E Tiger II "Agressor"
Para quem tem mais afinidade com a língua inglesa, a fonte original deste artigo em:
Flying the F-5 Tiger II
Por Paco Chierici
Jorge Canyon, The Centroid, The Six-Pack, Sperm Lake, Squares círcle, The Dong, Estes são os nomes de alguns dos esconderijos secretos dentro do maior parque aéreo nos Estados Unidos. Por 10 anos, eu tive a sorte de ser um membro de um esquadrão que voa o F-5 Tiger II como um piloto adversário, ou Bandido no VFC-13 em Fallon, Nevada . Para um piloto que ama voar (e há um número vergonhoso daqueles que não amam), a convergência do último caça realmente "pé e mão" no inventário dos EUA, numa vasta área de espaço aéreo para patrulhar (do chão a estratosfera), e um esquadrão de viciados em ACM bem intencionados, este é o lugar pelo qual os "bad boys" fazem prece para terminar quando chegar a hora de irem ao paraíso.
Flying the F-5 Tiger II
Por Paco Chierici
Jorge Canyon, The Centroid, The Six-Pack, Sperm Lake, Squares círcle, The Dong, Estes são os nomes de alguns dos esconderijos secretos dentro do maior parque aéreo nos Estados Unidos. Por 10 anos, eu tive a sorte de ser um membro de um esquadrão que voa o F-5 Tiger II como um piloto adversário, ou Bandido no VFC-13 em Fallon, Nevada . Para um piloto que ama voar (e há um número vergonhoso daqueles que não amam), a convergência do último caça realmente "pé e mão" no inventário dos EUA, numa vasta área de espaço aéreo para patrulhar (do chão a estratosfera), e um esquadrão de viciados em ACM bem intencionados, este é o lugar pelo qual os "bad boys" fazem prece para terminar quando chegar a hora de irem ao paraíso.
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domingo, 16 de novembro de 2014
Tática exclusiva para o Tomcat
Matéria sobre a utilidade tática de uma característica "particular" do F-14 Tomcat para dogfights publicada no site "The Aviationist:
Desenvolvido na década de 1960 como um avião de combate (caça) multi missão, a principal missão do F-14 Tomcat era proteger os Grupos de Batalha de Porta-aviões (CVBG) da Marinha dos EUA de eventuais ataques realizados pelos bombardeiros soviéticos armado com mísseis de cruzeiro de longo alcance.
Em uma sortida típica, a aeronave manteria uma estação de patrulha de combate aéreo localizada várias centenas de milhas do porta-aviões. As vantagens de raio de ação e permanência em patrulha do Tomcat foram alcançados graças a suas asas de geometria variável, que foram o maior desafio de engenharia no desenvolvimento do F-14, como explicado para "The Aviationist" por um leitor muito especial.
Um Tomcat na catapulta do convés de um porta-aviões momentos antes do lançamento, enflechamento mínimo e máxima envergadura, em segundo plano outros F-14 com enflechamento máximo que reduz significativamente as dimensões e arrasto aerodinâmico deste enorme interceptador naval.
F-14 Tomcat
Desenvolvido na década de 1960 como um avião de combate (caça) multi missão, a principal missão do F-14 Tomcat era proteger os Grupos de Batalha de Porta-aviões (CVBG) da Marinha dos EUA de eventuais ataques realizados pelos bombardeiros soviéticos armado com mísseis de cruzeiro de longo alcance.
Em uma sortida típica, a aeronave manteria uma estação de patrulha de combate aéreo localizada várias centenas de milhas do porta-aviões. As vantagens de raio de ação e permanência em patrulha do Tomcat foram alcançados graças a suas asas de geometria variável, que foram o maior desafio de engenharia no desenvolvimento do F-14, como explicado para "The Aviationist" por um leitor muito especial.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Exercício BVR/2 Sabre, uma analise
Por Rodney Adorno
Exercício BVR/2 Sabre (2014)
Um elemento de F-5EM retorna de uma missão do exercício BVR,
o líder carrega um míssil IR na estação da ponta da asa direita,
carga necessária para uma simulação mais fiel do emprego deste tipo de arma,
já o seu ala logo atrás carrega os trilhos de lançamento do míssil BVR Derby.
Recentemente a Força Aérea Brasileira realizou o Exercício Operacional BVR2 / Sabre, na Base Aérea de Anápolis - GO, que ao contrário do que o próprio nome poderia sugerir, o exercício contou não só as unidade de caça equipadas com mísseis BVR (beyond visual range / além do alcance visual), como também outras unidade de combate e apoio, reunindo mais de 500 militares de 15 esquadrões e mais de 60 aeronaves por um período de um mês a partir do dia 18 de agosto de 2014. O exercício teve duas fazes, a primeira dedicada exclusivamente aos combates BVR com os caças apoiados pelos aviões-tanque KC-130, e AEW E-99, na segunda fase o exercício passou a utilizar operações em pacote envolvendo também outras aeronaves ali presentes para o mesmo evento, incluindo por exemplo missões de ataque ao solo.
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domingo, 12 de outubro de 2014
O que há de tão legal em voar no Exercícios Red Flag?
Esta questão foi publicado originalmente no Quora . "Red Flag" é o excercício de treinamento de aviação militar mais avançado do mundo que acontecem algumas vezes por ano nos EUA.
Fonte original no link abaixo:
http://www.slate.com/blogs/quora/2012/12/20/military_training_what_is_it_like_to_fly_at_red_flag_exercises.html
Quem responde é Chris Kibble , ex-piloto de caça:

É provavelmente uma das atividades mais emocionantes e desafiadoras das quais você pode participar como piloto de caça. É muito exigente, mas também pode se tornar um pouco repetitivo e artificial ao longo do tempo devido a algumas limitações inerentes do espaço aéreo Nellis. Não é realmente prestigiado por si mesmo, porque você participa como um esquadrão, não como um indivíduo escolhido para participar. É mais como algo que você começa a participar por estar no esquadrão certo na hora certa. A rotatividade das unidades é baseada em vários fatores, como cronogramas, programações, etc. A atmosfera é de grandes expectativas, alta performance e de esclarecimento público entre colegas com foco em erros e as lições aprendidas.
Leia também:
Uma missão de ataque na Red Flag
Detalhe: Eu participei de várias Red Flags e exercícios semelhantes em Nellis tanto como Blue Air (Força Aérea Azul) "amigo" e Red Air (Força Aérea Vermelha) "inimigo". Estes foram todos entre 1997 e 2007, portanto algumas partes da Red Flag podem ter mudado.
Fonte original no link abaixo:
http://www.slate.com/blogs/quora/2012/12/20/military_training_what_is_it_like_to_fly_at_red_flag_exercises.html
Quem responde é Chris Kibble , ex-piloto de caça:

É provavelmente uma das atividades mais emocionantes e desafiadoras das quais você pode participar como piloto de caça. É muito exigente, mas também pode se tornar um pouco repetitivo e artificial ao longo do tempo devido a algumas limitações inerentes do espaço aéreo Nellis. Não é realmente prestigiado por si mesmo, porque você participa como um esquadrão, não como um indivíduo escolhido para participar. É mais como algo que você começa a participar por estar no esquadrão certo na hora certa. A rotatividade das unidades é baseada em vários fatores, como cronogramas, programações, etc. A atmosfera é de grandes expectativas, alta performance e de esclarecimento público entre colegas com foco em erros e as lições aprendidas.
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Uma missão de ataque na Red Flag
Detalhe: Eu participei de várias Red Flags e exercícios semelhantes em Nellis tanto como Blue Air (Força Aérea Azul) "amigo" e Red Air (Força Aérea Vermelha) "inimigo". Estes foram todos entre 1997 e 2007, portanto algumas partes da Red Flag podem ter mudado.
domingo, 28 de setembro de 2014
Entrevista com um Viper driver
DEBRIFIM com o piloto
KEVIN "DUCK" PERRY
Kevin "Duck" Perry posa para foto em seu F-16 Viper
1) Voando o F-16 Fighting Falcon, especialmente em combate durante a Operação Tempestade no Deserto, é uma emoção que poucas pessoas experimentaram. O que inspirou você a se tornar um piloto de caça?
Inicialmente, eu gostei da velocidade e a emoção associada ao voo em aviões de caça. Então, durante o treinamento de piloto, eu percebi que aviões de caça, mais do que qualquer outra aeronave, são empregados ... não apenas para "voar". Voar torna-se secundário em sua mente ... você não pensa diretamente sobre sua altitude, velocidade, proa e etc. Sua principal preocupação está em seus sensores e armas. Você está usando o caça como uma ferramenta. Em outras aeronaves, como os cargueiros, a parte de voo da missão se desenvolve em torno da decolagem, cruzeiro e pouso - e isso é muito bonito. Além disso ... quando se trata da verdadeira missão da Força Aérea ... isso depende de derrubar aviões inimigos e remover a existência de objetos sobre a face da terra. Isso é realmente como você atingir as metas do interesse nacional por vias diferentes dos meios políticos ou econômicos. Em minha mente, voar um caça seria a melhor maneira de fazer parte dessa missão, e ter voos mais divertido ao mesmo tempo!
domingo, 31 de agosto de 2014
Táticas de combate na arena BVR*
*BVR - beyond visual range / além do alcance visual
F-16C da USAF dispara um míssil BVR AIM-120 AMRAAM,
conhecido mais intimamente pelos pilotos como "Slammer".
Apresentação
Desde a infância sempre tive um grande interesse pela aviação
militar por este motivo,li e assisti tudo sobre o assunto que esteve ao meu alcance,
finalmente na adolescência surgiu à oportunidade experimentar um mergulho na
aviação de caça através de simulações de voo de combate em computador, nesta
época eu imaginava que sabia o suficiente para ser um bom caçador, e dentro do
ambiente de simuladores hard core como o Falcon 4 logo percebi meu
engano. A aviação de caça moderna é um ambiente muito profissional e altamente
técnico que exige muito estudo e treinamento. Material sobre combate
aéreo na arena visual até que é bastante vasto e abrangente, já quando o assunto de interesse envolve a ampla arena de combate BVR o tema exige uma grande e perseverante pesquisa.
Há alguns anos encontrei este artigo sobre táticas de
combate BVR de um "falconeiro" chamado Mystic-J
em fóruns sobre simulação na internet, logo assumi o trabalho de tradução, e
com o passar dos anos uma outra pessoa acrescentou informações sobre a
utilização do Jammer a este texto, infelizmente não me recordo sobre sua fonte
original, mas pode ser encontrado em inglês no link abaixo:
http://forums.eagle.ru/showthread.php?t=32019
Agora apresento aqui em meu Blog a tradução desta versão expandida. O texto é longo e um tanto repetitivo e também envolve muitos termos técnicos, mas traz alguns detalhes de táticas do mundo real aplicáveis também ao ambiente de simulação, portanto, este artigo não é para uma simples leitura e sim um texto para estudo. Ainda assim um engajamento BVR é muito mais complexo do que parece e este artigo mostra uma pequena parte do assunto, ele trata de táticas de esquadrilha de forma autônoma (sem a ajuda de aeronaves AEW, ou mesmo controle de terrra). A tradução está escrita em azul e minha introdução está na cor laranja.
Agora apresento aqui em meu Blog a tradução desta versão expandida. O texto é longo e um tanto repetitivo e também envolve muitos termos técnicos, mas traz alguns detalhes de táticas do mundo real aplicáveis também ao ambiente de simulação, portanto, este artigo não é para uma simples leitura e sim um texto para estudo. Ainda assim um engajamento BVR é muito mais complexo do que parece e este artigo mostra uma pequena parte do assunto, ele trata de táticas de esquadrilha de forma autônoma (sem a ajuda de aeronaves AEW, ou mesmo controle de terrra). A tradução está escrita em azul e minha introdução está na cor laranja.
domingo, 24 de agosto de 2014
Colômbia na Red Flag
Três missões de combate na Red Flag
A primeira noite
Kfir da FAC conectado ao avião tanque em um REVO noturno
A formação de quatro Kfir C-10, designada "Rocket 41", sai de sua órbita na escuridão da noite a uma altura média em velocidade quase supersônica. Eles acabaram deixando para trás seu avião-tanque no qual cada piloto encheu seus tanques externos. Não há lua. Somente a luz das estrelas iluminam o cenário em seus equipamentos de visão noturna, enquanto mantêm a sua formação visual. Os pilotos são muito experientes em ataque noturno, mas nesta noite algo está diferente. Experimentam um estresse adicional por ser sua primeira missão neste ambiente onde encontrão novas ameaças.
domingo, 17 de agosto de 2014
Arena BVR, tamanho é documento?
Pérolas da Revista Força Aérea
Um combate BVR
F-15 X F-16
Em sua edição nº22 de 2001 a Revista Força Aérea (RFA) entrevistou o então General (Res.) Charles Chuck Horner (USAF), Horner é veterano do conflito do Vietnã que entre uma longa e progressiva carreira na USAF foi o comandante das Forças Aéreas da Coalizão na Guerra do Golfo (1990-1991), desta entrevista segue o trecho onde ele relata uma vitoriosa tática e certas nuances técnicas de um combate BVR simulado entre Fightingfalcons e Eagles.
Um combate BVR
F-15 X F-16
Em sua edição nº22 de 2001 a Revista Força Aérea (RFA) entrevistou o então General (Res.) Charles Chuck Horner (USAF), Horner é veterano do conflito do Vietnã que entre uma longa e progressiva carreira na USAF foi o comandante das Forças Aéreas da Coalizão na Guerra do Golfo (1990-1991), desta entrevista segue o trecho onde ele relata uma vitoriosa tática e certas nuances técnicas de um combate BVR simulado entre Fightingfalcons e Eagles.
General Charles Chuck Horner em traje de voo afivelado no asseto ejetor de um F-15 Viper
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segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Kfir X Hornet
Neste artigo apresento a tradução do relato de um combate simulado contra o CF-18 Hornet da Real Força Aérea Canadense do ponto de vista do piloto de um Kfir da Força Aérea Colombiana.
Imagem meramente ilustrativa, um F-18 Hornet dos Fuzileiros Navais dos EUA na "merge" contra um F-21 Kfir Agressor sobre o deserto de Nevada. A imagem foi manipulada (na foto original havia um F-5 Tiger na ala do Kfir, A US Navy manteve, por alguns anos, um esquadrão de Kfirs para o papel de "adversário" (inimigo simulado) em treinamento de combate aéreo dissimilar.
Red Flag
Texto original:
Em 21 de julho de 2012 ás 14:32 horas, na área de exercícios da Base da Força Aérea de Nellis (USAF), quatro caças Kfir com bandeira colombiana participantes da Red Flag, o exercício de guerra mais exigente do mundo, alcançaram uma identificação visual de um F-16 inimigo. Dois membros da formação ao tê-lo no campo visual do HUD, decidiram solicitar a seu líder de esquadrilha um "split" para atacar o F-16 inimigo, entretanto, neste momento o número três da formação alcançou visualmente um elemento que erroneamente identificou como inimigo e ordenou a quebra da formação tática presumindo que se tratava de uma emboscada. A oportunidade de fazer um engajamento visual e utilizar nossos mísseis IR "all aspect" desapareceu...
A ideia de não ter aproveitado um abate de uma aeronave das características de um F-16, em um exercício tão importante, deve atormentar um piloto de caça por muitos anos, neste não seria a exceção!
quarta-feira, 30 de julho de 2014
F-35 X Su-35BM
Este texto apresenta a descrição de um hipotético combate entre um elemento de caças CF-35 canadenses contra um elemento de caças Su-35BM russos, embora este possa parecer para alguns um tanto tendencioso, é baseado em considerações que e o tornam bem provável. Este é um bom exemplo de como poderão ser os combates aéreos de um futuro próximo. A fonte original deste texto está no blog do seguinte link:
http://manglermuldoon.blogspot.com.br/2013/01/canada-and-f-35.html
Habilidade de combate do F-35
contra oponentes de geração 4,5
F-35
A combinação de fusão de sensores, tecnologia stealth, carga de mísseis (fornecida pelo bloco 4 e mísseis CUDA*), aviônicos top de linha e manobrabilidade fazem o F-35 significativamente mais letal do que qualquer caça de geração 4,5....A maioria das aeronaves servindo nas forças aéreas dos países não-ocidentais serão aeronaves de geração 4 e 4,5 pelo menos por duas décadas (com a possível exceção da China). A Russia contará apenas com 250 caças PAK FA de 5º geração. Com atrasos e aumentos de preços, Índia cortou sua ordem de FGFA (variante indiano PAK FA) de 200 para 144 aeronave. Dependendo de restrições orçamentárias, é plausível que a Rússia também será forçada a reduzir a frota de PAK FA. Os principais adversários do F-35 provavelmente estarão entre o Su-35, Su-30MK e J-10. Dos três, sem dúvida o mais capaz é o Su-35.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
O primeiro Eurofighter Typhoon abatido foi vítima de um Gripen
"Kill marking" indicando um abate de Typhoon pintada na fuselagem de um MB-339 italiano*.
É claro que o abate foi simulado, mas rouba um pouco
da atenção do grande e poderoso Typhoon para o pequeno notável Gripen. Até
então o Typhoon era invicto e mesmo o incrível F-22 Raptor já havia perdido
para um F-16 Viper.
F-22 Raptor, o primeiro caça de 5º geração a entrar em serviço, tecnologia de ponta custo altíssimo.
F-16 Viper abate F-22 Raptor
Em fevereiro de 2007 o 94º Esquadrão de Caça da USAF
operador de F-22 voou para Nellis nevada para fazer a estréia do Raptor na Red
Flag. Em um dos combates daquele exercício um F-16 do 64º Grupo Tático
Adversário conseguiu derrubar pela primeira vez em um ambiente de guerra
simulada o primeiro caça de 5º geração a entrar em serviço, e o F-22 talvez
tenha tido sua silhueta pintada na fuselagem de um Viper.
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domingo, 6 de outubro de 2013
A pintura "15 anos" do Esquadrão VF-1
Primeira parte
Desde garoto eu já manifestava aquela inquietude descrita por Francis Gary Powers, uma percepção do algo notável, místico e sublime que só os aviões possuem, aquela paixão que muitos dos que leem este texto provavelmente compartilham.
Enquanto eu crescia acumulei grande quantidade de livros e revistas sobre aviação e desenvolvi meu dom para artes no qual sempre expressei minha paixão por aviões. Outro hobbie para qual dedico meu escasso tempo livre é a simulação de voo de combate no qual logo quis aplicar a arte personalizando a aeronave de nosso esquadrão de caça virtual, recurso possível através da aplicação de arte em "skins" que é a imagem que cobre os modelos 3D dos simuladores de voo domésticos.
domingo, 25 de agosto de 2013
Táticas de combate no programa Rivest Haste
Ainda durante o conflito do Vietnã, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) buscou uma otimização de seu principal avião de caça naquela arena de combate tentando sanar problemas identificados nos enfrentamentos reais, como resultado emergiu o F-4E (Echo), o novo Phantom tinha entre outras coisas um canhão M-61 Vulcan agora orgânico, e um ainda rudimentar predecessor do sistema HOTAS (mãos na manete de potência e manche). O programa de melhorias conhecido como Rivest Haste também envolvia desenvolvimento do treinamento das tripulações, neste artigo trago uma tradução de um trecho do livro "Sierra Hotel - Voando caças na Força Aérea na década após o Vietnã" de C. R. Adering que trata das táticas desenvolvidas no programa.
F-4E com a camuflagem utilizada no Conflito do Vietnã
Rivet Haste
O programa que adicionava
modificações na aeronave e treinamento das tripulações aéreas em um pacote foi
apelidado de Rivest Haste, e foi um claro sinal de que a Força Aérea percebeu
como fracamente eles tinham equipado e treinado sua força de caça. O programa Rivest Haste desovou em slat, TISEO, e os modelos de F-4E, mas mais do que isto ela enfatizava a experiência e treinamento
dos pilotos. O TAC, sob a égide do Rivest
Haste, escolheu tripulações
altamente experientes, todos veteranos de combate, para formar uma força de
elite de matadores de MiGs.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Migmaster
No mundo da aviação militar para a grande maioria e
também os menos atentos o grande foco das atenções sempre são as aeronaves mais
rápidas, potentes e tecnologicamente mais sofisticadas, e algumas coisas dignas
de nota costuma passar despercebidas.
O conflito do Vietnã mostrou que o lendário F-4
Phantom fruto da filosofia então vigente de interceptador não corresponderia às
expectativas de seu desempenho e sofisticação naquele exótico cenário.
Um inteceptador como o Phantom era desenhado para decolar
e ganhar o céu tão rápido quanto possível, alcançar cinquenta a sessenta mil
pés de altitude em velocidade supersônica e então localizar e destruir os
grandes e pouco manobráveis bombardeiros estratégicos inimigos se aproximando
da área continental dos Estados Unidos ou de seus navios porta-aviões utilizando
mísseis de emprego além do alcance visual.
As deselegantes estatísticas do Phantom contra os
pequenos e manobráveis MiGs do Vietnã do norte acenderam uma luzinha vermelha
nas cabeças pensantes da comunidade de aviação de caça dos Estados Unidos. Uma
das consequências disso foi o "Projeto Barão Vermelho III" como ficou
conhecido um extensivo trabalho de análise dos encontros aéreos no sudeste
asiático no pós-guerra, cobrindo algumas centenas de engajamentos decisivos nos
quais aeronaves norte americanas ou nortes vietnamitas e até mesmo de ambos os
lados foram perdidas.
Entre os números do Projeto Barão Vermelho III uma
aeronave conseguiu um destaque interessante, o F-8 Crusader permitiu que seus
pilotos conseguissem abater 19 MiGs enquanto que apenas 3 F-8 foram perdidos
para aeronaves inimigas conseguindo uma razão vitória derrota de 6,3 para 1, o
melhor desempenho entre as aeronaves de combate dos EUA naquele conflito,
ganhando o carinhoso apelido de "Migmaster".
No período entre 1964 e 1969, pilotos de Crusader
abateram dezesseis MiG-17 e três MiG-21, o F-8 era armado com quatro canhões de
20 mm e
dois mísseis AIM-9 Sidewinder orientados por infravermelho. Quinze destes MiGs
foram destruídos por mísseis Sidewinder, dois MiGs foram danificados por
mísseis e então destruídos por fogo de canhão dos Crusaders. Assim apenas dois
dos dezenove MiGs abatidos pelo Crusader foram atribuídos somente aos canhões
de 20 milímetros .
O Que fez do Crusader tão excepcional?
Muitos consideram que naquela época, o Crusader era
verdadeiramente o único caça de superioridade aérea no arsenal inteiro dos EUA,
e os pilotos de Crusader da Marinha orgulhosamente referiam se a si mesmos como
"Os últimos caçadores canhoneiros". Numa época em que as aeronaves de
combate saiam de fabrica sem armas de cano em detrimento dos mísseis, a
mentalidade de interceptador e a falta de canhão destruíram o desejo de
praticar manobras de combate aéreo tanto na Força Aérea quanto na Marinha e os
canhões do Crusader fizeram toda a diferença, não como a arma mais importante,
mas a necessidade de deixar seus pilotos aptos a empregá-los.
Os canhões foram pouco utilizados no combate real, mas
o fato de os carregarem incluía em seu adestramento o treinamento em tempos de
paz que mantinham seus pilotos proficientes em manobras de combate aéreo.
Treinamento realístico de combate aéreo geralmente é
mais importante que a desempenho da aeronave em dogfight, e os pilotos de
Crusader receberam mais treinamento de combate aéreo que qualquer outro grupo
de pilotos. No geral as manobras que conduzem ao posicionamento de disparo dos
canhões, são as mesmas que colocavam seus caças dentro dos melhores parâmetros
de disparo dos mísseis Sidewinder das gerações empregadas no Vietnã.
As variáveis abordadas
pelo Projeto Barão Vermelho III incluíam o prévio tempo de voo dos pilotos, sua
experiência de combate, nível de treinamento ACM, idade e posição na formação
no momento do engajamento. Os resultados do estudo mostraram que os fatores que mais definitivamente influenciaram o resultado dos
engajamentos decisivos foram:
(1) o prévio treinamento ACM dos
pilotos e...
(2) a posição do piloto na esquadrilha
(formação) que em situações de guerra depende do nível de experiência.
O Projeto Barão Vermelho III incluíam
entrevistas com os pilotos participantes dos engajamentos analisados, Quando
questionados sobre quais foram os principais fatores que contribuíram para a
habilidade de alcançar uma postura ofensiva em um encontro ar-ar, as duas principais
respostas foram:
(1) Treinamento e experiência e
(2) Alerta e detecção.
Depois do conflito do Vietnã nenhum
outro país investiu tanto no preparo e treinamento de seus pilotos quanto os
EUA.
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Sidewinder
domingo, 28 de julho de 2013
AIM-9X Sidewinder e seus modos de operação
Este texto é o trecho introdutório de um
manual de instruções de operação do Míssil AIM-9X Sidewinder que estou
escrevendo para meus colegas de simulação de combate, venho aqui publicá-lo
para compartilhar com os leitores do meu blog, e assim submete-lo a eventuais críticas e se preciso fazer correções necessárias. O manual final incluirá ilustrações, mais detalhes e passos de operação assim como seus chek lists.
AIM-9 Sidewinder
O Sidewinder é um míssil de interceptação aérea de curto alcance de
orientação passiva por infravermelho o que permite que seja completamente
autônomo depois da aquisição do alvo e lançamento, característica conhecida
como "dispare e esqueça".
Todo
objeto, com temperatura acima do zero absoluto, emite radiação eletromagnética
em uma faixa de freqüências conhecida como
infravermelho (ou IR do inglês
infrared), e é esta radiação que transmite o “calor”.
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domingo, 21 de julho de 2013
Seja agressivo!
Ilustração do livro "No Guts, No Glory"
Neste artigo, trago trechos de uma entrevista dada pelo Major
General Frederick C. "Boots" Blesse Piloto de caça ás da Guerra da Coréia ao site "Secrets of War" (Segredos de Guerra - SG) em 1997.
Boots voou caças a jato F-86 Sabre para a USAF,
abateu dez MiGs, Escreveu o livro "No Guts, No Glory"
(Sem coragem, não há glória) - um manual para pilotos de caça. Nesta entrevista "Boots" descreve características de um bom piloto de caça, a estrutura tática organizacional de uma esquadrilha, e detalhes sobre "No Guts, No Glory".
"Boots" Blesse em seu F-86 Sabre
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Sem coragem não há glória
quarta-feira, 10 de julho de 2013
"A maior fraqueza do radar é o operador...
...O que isto realmente significa é que a inabilidade de um radar detectar um objeto é frequentemente conseqüência do fato de o radar estar vasculhando o volume errado do céu. O controle e a operação do radar por parte do piloto (ou outro tripulante) deve ser considerado como princípio fundamental, aprendido e dominado ao nível da proficiência que permita que o APG-68 (ou qualquer outro sistema de radar) seja operado como sedo uma extensão de si mesmo. "
Tutorial de combate BVR do site Falcon4 Headquarter.
Tutorial de combate BVR do site Falcon4 Headquarter.
domingo, 23 de junho de 2013
Os erros mais comuns em manobras de combate aéreo
Aviação de combate do mundo real
Em 17 de junho de 1998 Dan "Crash" Crenshaw
entrevistou Pete Bonanni para o site "combatsim.com" (CSIM) de onde eu
extrai duas das questões mais interessantes e suas respectivas respostas para
este artigo.
Pete Bonanni (PB) piloto da Força Aérea dos Estados
Unidos (USAF) foi consultor técnico na criação dos simuladores de voo para
computadores domésticos Falcon 3 e 4. Bonanni foi piloto de F-16 na USAF e instrutor
da mesma aeronave na Guarda Aérea Nacional, alguns dos pontos fortes de sua
carreira foram o curso na Fighter Weapons School em Nellis (a "Top
Gun" da USAF) e participação no exercício Red Flag, também é autor do livro "Art of the Kill".
As duas questões abaixo se referem às manobras básicas
de combate aéreo (BFM) a curta distância à maneira clássica (limitada a canhões
e mísseis de aspecto traseiro):
Pete Bonanni em seu traje de voo, atrás um F-16 da Guarda Aérea Nacional dos Estados Unidos.
(CSIM) Quais são os erros de
manobra de combate aéreo mais comuns cometidos pelos pilotos de caça iniciantes?
(PB) O erro BFM mais comum cometidos por
novos pilotos de caça (Seja no simulador Falcon ou em caças reais) é apontar o
nariz diretamente para o alvo antes de estar pronto para atirar. Uma trajetória
de perseguição
pura (apontando diretamente no alvo) quase sempre gera uma ultrapassagem. É muito difícil para novos
pilotos de caça pensar em termos de dirigir a aeronave para outro ponto do céu
além de diretamente sobre o bandido.
Todo mundo tem uma tendência natural a
colocar o bandido no HUD e na maioria dos casos a menos que você esteja
atirando, esta é a maneira errada de pensar. Outro erro comum é tentar curvar o
jato em velocidade muito alta ou na outra extremidade do espectro - ficando
muito lento. Estes dois erros podem ser agrupados na categoria de mau gerenciamento de energia.
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